Célio, condenado por outros
crimes, nega acusações.

Está na cadeia um dos suspeitos de participar do ousado assalto ao posto da Polícia Rodoviária Estadual na Rodovia do Xisto (BR-476), Araucária, na madrugada de 18 de setembro. Célio Estevani, 28 anos, o “Nego Célio”, condenado por assalto e foragido da Justiça, foi preso ontem de manhã em Araucária, pelo Grupo Águia, da Polícia Militar.

O posto foi invadido por quatro homens encapuzados, mas a PM acredita que outras pessoas participaram na cobertura ao crime. O bando teria ido até uma danceteria, naquele município, pouco depois do roubo. “Célio era um deles e foi reconhecido por testemunhas”, disse o capitão Heraldo Régis Bório da Silva, comandante do Grupo Águia. Com base nas evidências, a Justiça expediu um mandado de prisão contra o acusado.

Manco

A polícia apurou que um dos assaltantes mancava de uma perna – assim como Célio, que certa vez fora baleado em um acerto de contas. “O envolvimento dele está confirmado”, disse o capitão, suspeitando que Célio estava na direção do carro utilizado na fuga. Segundo o oficial, o objetivo do bando era se apoderar das armas que estavam no posto, para cometer assaltos de grande porte, no Paraná ou em outro estado.

Condenado a 12 anos de prisão por três roubos, Célio cumpriu oito na Colônia Penal Agrícola (CPA), em Piraquara, e fugiu de lá há dois meses. Ele nega qualquer relação com o caso. “Mal consigo andar. Nem sei que assalto é esse”, disse ele, que também é fugitivo da cadeia de Fazenda Rio Grande.

O comandante do Grupo Águia disse que os outros envolvidos no roubo estão identificados, mas seus nomes serão mantidos sob sigilo. “Apreendemos o Kadett de um deles, que teria sido utilizado em homicídios na região de Araucária”, falou o capitão. Célio será encaminhado para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), responsável pelo inquérito.

Tiros

O assalto foi cometido por quatro homens encapuzados e armados de pistolas e escopeta, que levaram outras dez armas do posto (oito revólveres, uma carabina e uma pistola). Na fuga, trocaram tiros com policiais de uma viatura que chegava em apoio. No tiroteio o soldado Édson Ávila, da 2.ª Companhia do 17.º Batalhão de PM, foi ferido com um disparo de escopeta e sofreu fratura exposta no braço direito.