Um dos suspeitos de ter matado Cauê da Silva Ferreira da Cruz, 7 anos, na Vila Torres, Prado Velho, no domingo foi preso pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Vanderlei da Rosa Pinheiro, 20 anos, negou o crime mas a polícia afirma ter indícios que ele agiu com um adolescente, de 16 anos.

O alvo dos bandidos seria a mãe do menino, que levou um tiro no pé, e o motivo, a dívida de R$ 80 por botijões de gás. Para a polícia os dois teriam agido a mando de um agiota da vila. De acordo com o delegado Fábio Amaro, da DHPP,

Vanderlei foi preso na segunda-feira, em São José dos Pinhais, onde teria se escondido desde o dia do crime. “No celular dele foram encontradas várias mensagens que comprovam a participação dele. Foi feito o reconhecimento e testemunhas o apontaram como um dos atiradores”, afirmou o delegado.

Dívida

Conforme apurado pela DHPP, por causa da dívida dos botijões, a mãe de Cauê, Claudia da Silva Cruz, 32, foi ameaçada diversas vezes e resolveu mudar de lado da vila. Mesmo assim, continuou recebendo os “avisos”. No domingo, quando foi, com Cauê e a filha de 10 anos, ao mercado comprar refrigerante, dois homens em um Renault prata com pistolas calibre 40 e 9 milímetros atiraram contra eles. Cauê foi baleado no pescoço e morreu. A irmã levou um tiro no fêmur e está internada.

O suspeito negou a autoria do crime. Conforme o delegado, Vanderlei já esteve preso pelas mortes de Geovane Oliveira Pinheiro, 16, no fim do ano passado; de Fernando Bernacki, 34, em janeiro. As duas mortes seriam relacionadas à guerra de gangues na Vila Torres.

A mãe de Vanderlei, Maria de Lurdes Nascimento da Rosa, 45 anos, também foi presa, por ter mandado de prisão por tortura, ocorrida no interior do Estado.