Policiais da Delegacia do Adolescente apreenderam o principal suspeito de assassinar Jorge Guilherme Marinho Martins, 27 anos, filho do comandante do Corpo de Bombeiros do Paraná, coronel Jorge Luiz Thais Martins. O criminoso, de 17 anos, foi apreendido na tarde de terça-feira (10) e reconhecido pela namorada de Jorge como o assaltante que os atacou, em 22 de outubro. O adolescente tem passagem por tráfico de drogas e confessou outro assassinato.

De acordo com a delegada Nilcéia Ferraro da Silva, a namorada de Jorge, baleada na ação, foi incisiva no reconhecimento do adolescente, como o assaltante que abordou o casal para roubar o veículo. O suspeito já era investigado pelo assassinato de Daniel Ventania Santana, cometido em 19 de setembro, no bairro Tatuquara, em Curitiba. “A namorada de Jorge já tinha reconhecido o suspeito pelas fotos e imagens de vídeo, que faziam parte da investigação da morte de Daniel”, disse a delegada. Na terça-feira, ela confirmou o reconhecimento, quando viu o acusado pessoalmente.

Para a delegada que comandou as investigações, Luciana de Novaes, o adolescente confessou ter matado Daniel porque foi ameaçado de morte pelo rapaz. “Ele alega que depois de matar Daniel foi para Itanhaém, em São Paulo, para a casa da família e deixou a arma no ônibus de viagem.”

O criminoso foi apreendido terça-feira (10), no Hospital do Trabalhador, quando aguardava a namorada, de 15 anos, que estava em trabalho de parto. A polícia já tinha um mandado de busca e apreensão contra o adolescente pela investigação da morte de Daniel. Ele passou a ser investigado pela morte de Jorge Guilherme depois que a namorada da vítima o reconheceu em foto e vídeo.

Assalto

Jorge foi baleado por volta das 6h30, quando deixava a namorada, Jéssica Andrade Casas, 21 anos, em casa, no bairro Alto Boqueirão. Ele morreu no local e Jéssica foi ferida no ombro.

Jorge e Jéssica foram abordados na Rua Conde de São João das Duas Barras, quando ele estacionou o Gol, em frente à casa da moça. O rapaz entregou a chave do veículo ao assaltante e desembarcou. Jéssica teria tido dificuldades para soltar o cinto de segurança e o bandido a baleou, com um tiro de pistola calibre 765. Vendo a namorada ferida, Jorge lutou com o marginal, que atirou três vezes contra o rapaz.

Logo depois do assassinato, o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, determinou uma força-tarefa das delegacias de Homicídios, de Furtos e Roubos e de Furtos e Roubos de Veículos e do Comando do Policiamento da Capital da Polícia Militar para investigar o crime.