O assassinato de Cleverson Sodré, 29 anos, com 13 tiros, no segundo sábado de março, na Vila Verde, Cidade Industrial, está esclarecido, para a polícia. Dos quatro suspeitos de envolvimento na morte e na tentativa de homicídio do cunhado da vítima, Cristiano Nunes de Souza, dois já estavam presos por outros crimes, um foi capturado pela 3.ª Delegacia de Homicídios e o quarto continua foragido. De acordo com a polícia, o mandante do crime é Marichal de Mello César, 27, que estava preso no dia do crime, por roubo e tráfico, mas teria dado ordem para a
execução.

Ele tentou matar Cleverson a tiros duas vezes, por desavenças motivadas por tráfico. No terceiro atentado, o grande número de disparos impediu que escapasse com vida. O irmão de Marichal, Marlon César Hack, 18, o “Marlinho”, que está foragido, e Wendel Nascimento de Assis, 21, preso esta semana, são apontados como autores dos 13 tiros de calibre 40 que mataram Cleverson.

“A rixa entre vítima e suspeitos era antiga, tanto que tinha se mudado da Vila Verde para o Cajuru. Mas quando bebia, Cleverson ficava valente e retornava ao bairro para ver os parentes. No sábado do crime, ele estava na garupa da moto do cunhado quando foi alvejado. Cristiano conseguiu fugir com o veículo, mas foi atingido na perna”, explicou o delegado Danilo Zarlenga.

Gerson Klaina/Divulgação
Marichal teria mandado matar. Seu irmão Marlon está foragido.

Conserto

Wendel, que foi apresentado na sede da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sexta-feira (23) à tarde, negou ter atirado na vítima. “Estava na casa do meu pai consertando o carro dele no dia do crime. Irei provar”, alegou. Ele já tinha passagens por roubo.

O quarto envolvido, Adelson Pereira dos Santos, 21, é apontado pela polícia como autor dos outros dois ataques, com a participação de Marichal. Adelson já estava na carceragem da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV), por roubo de carro. Com a conclusão da investigação, ele e Marichal poderão ter a pena agravada.

Medo

Para o delegado Zarlenga, a morte de Cleverson poderia ter sido evitada. “Nas vezes em que foi baleado, ele se recusou a apontar os autores por medo. Se tivesse falado antes, poderia ter sobrevivido. Amigos e parentes falaram somente após a morte dele”, lamentou. Quem tiver informações sobre Marlinho deve entrar em contato com a delegacia pelo telefone 3360-1400.