Antes de a morte de Vanderlei Skubisz Júnior, 23 anos, completar 24 horas, três suspeitos foram detidos por policiais civis de Almirante Tamandaré. De acordo com a polícia, Vanderlei foi morto a tiros na saída de um bailão, na Rua Antônio Stochero, Tranqueira, no fim da noite de quarta-feira.

Na manhã seguinte, os policiais prenderam Anderson Silva Ribeiro, 20 anos, o “Cowboy”. Ele negou envolvimento no assassinato, mas ajudou a polícia a chegar até os atiradores. Durante a tarde, um adolescente, de 17 anos, foi apreendido.

Na casa dele, foram apreendidos dois revólveres calibre 38. As armas serão encaminhadas para exame de balística, no Instituto de Criminalística. O frentista Wanderlei da Silva Matos, 19, que estava com o adolescente na hora do crime, foi preso em seu local de trabalho. Os três foram autuados em flagrante pelo homicídio, pelo delegado Antônio Macedo de Campos Júnior.

Menor

Em depoimento, o adolescente e o frentista declararam que receberam, cada um, R$ 1 mil reais e duas armas de Anderson para matar Júnior. Na segunda-feira, o garoto foi apreendido com uma das armas e encaminhado para o 11.º Distrito Policial (Cidade Industrial).

“Ele foi transferido para a Delegacia do Adolescente, solto na terça-feira e, na quarta, cometeu o crime com outra arma”, explica o superintendente da delegacia de Almirante Tamandaré, Job de Freitas.

Segundo o superintendente, quando atiradores e vítima se encontraram, um amigo de Júnior tomou uma pistola calibre 40 dos suspeitos e atirou, para tentar defender a vítima, mas não atingiu ninguém. Ele fugiu com a arma, quando percebeu que o amigo estava morto.

Negação

Para a imprensa, o adolescente e Wanderlei informaram que já foram assaltados por Júnior várias vezes, e que eram perseguidos pelo rapaz desde que ele forçou o garoto a beber um copo de conhaque. Na noite do crime, eles se encontraram na rua, e teriam atirado apenas para se defender dos disparos efetuados pelo amigo de Júnior. Eles negaram ter recebido qualquer ordem de Anderson.

Dívida desmentida

Familiares da vítima declararam que Anderson queria a morte de Júnior, devido a um desentendimento antigo, por dívida de R$ 7,50. Há um ano, Anderson tinha ferido Júnior com tiros.

Para a imprensa, Anderson declarou que a dívida não existe. “Ele me pediu carona para buscar drogas e eu não quis dar. Estava embriagado, ele me bateu e eu usei um revólver calibre 32 para me defender. Mas não tenho nada a ver com a morte dele”, garante.

Anderson foi reconhecido por um homem que teve sua moto e sua arma roubados no dia 4 de julho, e a polícia acredita que ele tenha envolvimento em outros assaltos.