Três pessoas foram presas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, na manhã de ontem, em Almirante Tamandaré. Elas são suspeitas de desviar dinheiro da prefeitura através de verbas liberadas para o Hospital Nossa Senhora da Conceição.

O enfermeiro Cláudio Camilo e Suelen Maria da Cruz, donos do hospital, e o assessor do prefeito, Sandro Miguel Mendes foram para a delegacia de Campo Magro.

Segundo o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão, na prefeitura, no hospital, no escritório de contabilidade e nas casas dos suspeitos.

“Há dois anos, o Ministério Público investiga a suspeita de desvio de verbas através do hospital. Todos os meses, a prefeitura repassava R$ 240 mil”, explicou Leonir. Segundo ele, o convênio público seria regular caso o hospital tivesse passado por licitação.

Estranheza

O prefeito Vilson Goinski estranhou o fechamento do hospital. Segundo ele, a prefeitura tem convênio de prestação de serviços, que em média atende 9 mil pessoas mensalmente. “Esse é o único hospital da cidade. Eu não posso colocar uma barraquinha e colocar os médicos para atender na rua”, explicou.

O Hospital Nossa Senhora da Conceição é particular, porém, credenciado ao Sistema Único de Saúde e atende situações de urgência e emergência. “Sempre colaboramos com o Ministério Público e deixamos a prefeitura à disposição de qualquer tipo de averiguação.”