Dois rapazes, presos há três meses como suspeitos de um latrocínio em Matinhos, são agora também os principais suspeitos de outro crime semelhante, ocorrido um dia antes, no Jardim das Américas, em Curitiba. O exame dos projéteis revelou que a mesma arma foi usada para os dois crimes.

Leonardo Moreira, 18, chegou a chorar ao ser apresentado na Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) nessa terça-feira, e Cleverson Ferreira de Oliveira, 21, tremia de nervoso. Ambos negam ter cometido os crimes.

No dia 10 de fevereiro desse ano, Lindomar de Souza Matos, 49, chegava em casa em uma caminhonete S10 com o filho de 14 anos, quando foi rendido por bandidos armados. Sem motivo aparente, os marginais dispararam contra Lindomar, que morreu na hora, e o adolescente, que ficou internado por mais de um mês. Eles fugiram sem levar nada.

No dia seguinte, Jorge Luiz Carlos, 60, proprietário de uma panificadora em Matinhos, foi morto durante assalto ao comércio. “O motivo seria porque o proprietário tinha pouco dinheiro”, comentou o delegado Rubens Recalcatti, da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio. Leonardo e Cleverson foram presos em flagrante pela Polícia Militar, no dia do crime, e com eles foi apreendido um revólver calibre 38.

“Essa arma foi requisitada pelo delegado Osmar Dechiche, da DFR, e foi encaminhada para perícia. O resultado foi um confronto positivo com os projéteis retirados da vítima daqui de Curitiba com a arma usada para matar o empresário”, disse o delegado. “Além disso, a delegacia trabalhou também com provas testemunhas e a investigação costumeira para chegar na autoria”, comentou.

O chefe da Balística Forense do Instituto de Criminalística, Marco Antonio de Souza, explicou que os projéteis retirados dos corpos das vítimas foram confrontados com os padrões da arma suspeita. “Após os exames, os peritos concluíram que os projéteis eram coincidentes”, afirmou.