O retrato falado do homem apontado com o autor dos tiros que puseram fim à vida do coronel da Aeronáutica Geraldo Magela Batista, 53 anos, é a única pista que a Delegacia de Furtos e Roubos tem para elucidar o crime. Magela morreu na última quarta-feira, depois de passar uma semana internado. Ele foi baleado durante uma suposta tentativa de assalto.

De acordo com o delegado Gil Tesserolli, o coronel e sua esposa foram abordados pelo marginal por volta das 23h45 do último dia 2, no momento que chegavam em casa, na Rua Roberto Gava, Pilarzinho. Segundo o depoimento prestado pela esposa da vítima, ao ser atacado o casal tentou oferecer dinheiro para que o assaltante fosse embora, porém ele não aceitou a proposta, insistindo para entrar na casa.

Tiros

Quando os três ainda estavam no quintal, o marginal exigiu entrar pela porta principal da residência, porém Magela disse que isso seria impossível, uma vez que a chave estava dentro da casa. O assaltante então ordenou que a mulher entrasse pelos fundos para apanhá-la. Aproveitando sua ausência, o bandido atirou duas vezes contra o coronel e depois fugiu do local sem levar dinheiro ou pertences das vítimas. ?Isso foi muito estranho, pois geralmente o marginal não perde suas vítimas de vista. Ele corria o risco da esposa de Magela telefonar para a polícia. Segundo ela, o bandido parecia estar drogado ou alcoolizado?, contou o delegado, salientando que não descarta nenhuma hipótese para o crime, podendo tratar-se desde uma execução até um latrocínio – roubo seguido de morte.

Internado

Assim que foi baleado, Magela foi socorrido pelo Siate e internado no Instituto de Neurologia de Curitiba – Hospital Ecoville. Dois dias depois do fato os familiares comunicaram a Delegacia de Furtos e Roubos, que de imediato produziram o retrato falado do suspeito. Na tarde de anteontem, o coronel, que foi atingido por um dos disparos na cabeça, não resistiu aos ferimentos e morreu.