O promotor de Justiça Marcelo Balzer Correia, do Ministério Público de Cascavel, vai atuar em um julgamento durante todo o dia de hoje e, amanhã, recomeçará as investigações em torno do assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes. O crime aconteceu na noite de 18 de dezembro e até agora continua um mistério.
As diligências foram paralisadas no dia 20 de maio quando o delegado Alexandre Macorin entregou o inquérito ao promotor dizendo que a investigação estava concluída.

Marcelo Balzer Correia desconsiderou o inquérito policial e pediu a revogação do mandado de prisão preventiva de três suspeitos, já que não poderia denunciá-los ao Poder Judiciário por falta de provas. Agora, o promotor auxiliado pela PIC (Promotoria de Investigação Criminal), de Curitiba, vai comandar pessoalmente a investigação.

De acordo com informações extra-oficiais, Marcelo Balzer será auxiliado por quatro promotores e um delegado que será escolhido.

O promotor frisa que a investigação não precisará recomeçar do zero, pois depoimentos importantes foram colhidos no inquérito policial.

São alguns desses depoimentos que, a partir de amanhã, deverão ser ratificados junto ao Ministério Público. Em Curitiba, uma equipe de apoio ao promotor deverá interrogar nesta semana o policial civil João Adão Sampaio Schisler, Joelço Antunes das Chagas e Cláudio Honório da Silva.

A investigação comandada pelo delegado Alexandre Macorin apontou o policial civil como mandante e contratante dos pistoleiros, Joelço Antunes como a pessoa integrante da quadrilha de Luiz Carlos Pires, o Balaio, que participou da negociação com os executores e Cláudio Honório como o responsável para dar um “sumiço” na motocicleta usada no assassinato do deputado. O promotor alega que existem mais evidências que não foram verificadas a fundo.  (Fonte: Jornal Hoje)