A Promotoria de Inquéritos Policiais de Curitiba protocolou na quarta-feira denúncia contra Aristóteles Kochinski Smolarek Júnior, 27 anos, contra sua mãe Leci Smolarek, 56 anos, e contra o vendedor Diovany Roberto Losso, 23 anos. Smolarek Júnior e a mãe foram denunciados por crime de falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica e uso de documento falsificado. Leci também foi denunciada por tentativa de promover a fuga de pessoa legalmente presa. Diovany Losso é acusado por uso de documento público falsificado e tentativa de promover fuga. A denúncia foi distribuída à 6.ª Vara Criminal de Curitiba. Aristóteles Smolarek Júnior está preso na Prisão Provisória de Curitiba.

Entre as mais de 30 peças falsificadas, entre setembro e dezembro de 2003, está a representação da delegada de Polícia Titular do Sicride (Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas), que requeria a prisão temporária de Smolarek, bem como a correspondente decisão judicial decretando a prisão e os respectivos mandados. Eles também teriam falsificado um auto de prisão em flagrante delito de Smolarek Júnior e de Maria Smolarek (avó dele), lavrado na sede do Sicride, bem como despachos do Juízo da Central de Inquéritos de Curitiba. Esses documentos falsos foram apresentados em setembro do ano passado, ao Tribunal de Alçada do Paraná (TA), por Leci e Diovany Losso, que a teria acompanhado, providenciando o protocolo de um habeas corpus em favor de Smolarek. No pedido de soltura, constava como advogado do réu o falso nome de Lincon Silveira Macedo e a inscrição na OAB/CE sob o n.º 13.135, que é de titularidade do advogado Lincon Macedo Silveira. No documento, foi empregada ainda a formatação de uma petição do advogado Dálio Zippin Filho, com pequenas modificações no endereço, telefone e CPF, no rodapé.

O mesmo nome falso de advogado foi utilizado no dia 24 de novembro de 2003, quando Leci e Aristóteles, por meio de terceira pessoa não identificada, providenciaram a digitação de pedido de retificação de alvará de soltura. No dia 9 de dezembro, Leci Smolarek, instruída pelo filho, foi até o prédio do Tribunal de Justiça, onde apresentou o pedido de retificação de alvará de soltura, ideologicamente falso, bem como certidão falsa da 2.ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, indicando que os autos de ação penal que tramitam perante aquela Vara eram provenientes da notícia-crime do juízo da Central de Inquéritos. Assim, mostrou-se que a intenção do preso era, apresentando documentos falsos no TJ, conseguir seu alvará de soltura no processo que responde pela morte da esposa, ocorrida no Chile.