Ligações telefônicas do Governo do Estado nos últimos dias afirmam que o Paraná passa por revolução na segurança pública. A gravação cita iniciativas recentes, como a instalação de duas Unidades Paraná Seguro, no Uberaba e Parolin, a contratação de novos policiais e investimentos no setor.

As últimas estatísticas sobre violência na capital apontam queda nos índices de criminalidade. O Mapa da Violência do Paraná Online revela que, nos cinco primeiros meses do ano, o número de homicídios em Curitiba (301 contabilizados) caiu 10% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando 335 pessoas foram assassinadas. Considerando a região metropolitana, no entanto, os números mostram que os homicídios aumentaram 3,75% em comparação ao ano passado.

O coordenador do Grupo de Estudos da Violência da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Pedro Bodê, afirma que estamos muito longe de uma verdadeira revolução. De acordo com ele não são observadas mudanças qualitativas. Para chegar aos resultados esperados, ele afirma que são necessárias mudanças significativas: mais severidade da justiça, utilização das penas alternativas e reestruturação das polícias.

Campanha

As ligações não configuram campanha eleitoral, pois não fazem menção à administração municipal. Nenhuma representação foi ajuizada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em relação aos telefonemas. “Não há nenhuma relação direta com o prefeito, por mais que haja aliança”, avalia o doutor e mestre em direito do estado, Fernando Knoerr.