Integrantes do movimento “Piedade Campo
Largo” promovem manifestação na praça
principal da cidade.

Integrantes do movimento Piedade Campo Largo, composto por sindicatos, igrejas e entidades de defesa dos direitos das mulheres e crianças, se reuniram ontem de manhã, na praça principal de Campo Largo, a 30 km de Curitiba, para promover uma manifestação contra os casos de festas com exploração sexual de adolescentes descobertos no município. Com faixas e cartazes, os manifestantes pediam por justiça.

“As denúncias de orgias são altamente prejudiciais a Campo Largo, até então considerada uma cidade pacata, onde todas as pessoas se conhecem e de espírito cristão forte”, afirmou o ex-deputado Acir Mezadri. “A comunidade deve se unir e lutar por Justiça. O crime é bárbaro e se torna hediondo por envolver autoridades tanto do poder Judiciário quando do Legislativo e Executivo.”

Como pessoas ligadas aos três poderes e também empresários estão envolvidos no caso, a população de Campo Largo teme que o espírito de corporação possa influenciar nas investigações. “O corporativismo não pode impedir que a verdade venha à tona. Por mais que confiemos no Ministério Público e na Justiça, temos medo que isto possa vir a acontecer”, disse o chefe da Ciretran de Campo Largo, Jaires Caldarte.

Os integrantes do movimento revelaram que também existem provas de casos de narcotráfico, roubo de caminhões e cargas, falsificação de documentos e dinheiro, adoções ilegais, morte de pessoas e crianças para queima de arquivos, roubos e desmanches de carros envolvendo as autoridades já denunciadas e também membros de outras instituições.