Moradores da região de Diadema, na Cidade Industrial de Curitiba, protestaram ontem de manhã contra a instalação de uma torre de transmissão da operadora de telefonia móvel Claro, na Rua Deputado Cunha Bueno. A presidente do Clube de Mães de Diadema, Dirce Teresinha Ferreira, disse que a comunidade não quer a torre ali porque pode prejudicar a saúde da população.

Segundo o engenheiro representante da Claro, Pedro Silveira, que estava no local, a empresa tem o alvará da Prefeitura e respeita todas as normas de segurança necessárias. "Eles estão achando que a torre pode causar câncer, mas não há nenhum estudo que comprove isso", afirma. Pedro diz que a situação inclusive foi discutida com o presidente da associação de moradores da região, mas Dirce discorda dos procedimentos adotados. Ela acredita que deveria ter acontecido uma reunião para o assunto ser discutido e, se fosse o caso, aprovado em assembléia.

O mestre de obras Gilberto Oliveira afirmou que, na semana passada, os técnicos já haviam tentado iniciar a construção da torre, num terreno próximo, em frente à casa dele. "Mas nós não deixamos que isso acontecesse. Por que eles não colocam num lugar onde não tenham residências?."

Por volta do meio dia, os técnicos que fariam o serviço foram embora. Segundo os moradores, os dois caminhões e o trator, que estavam há uma quadra, permaneciam no local para começar as obras assim que pudessem. Mas de acordo com Dirce, os moradores de Diadema não iriam deixar isso acontecer.