Policiais do Centro de Operações Policiais Especiais – Cope – prenderam, na manhã desta quarta-feira (24), uma quadrilha responsável por assaltos a bancos em Curitiba e Região Metropolitana. Formada por foragidos de prisões paulistas, contava com apoio de paranaenses, para organizar e executar os crimes. Todo o grupo foi preso no início da manhã, em uma residência na Rua Buenos Aires, bairro Alto Maracanã, em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba.

Na casa estavam Paulo Rogério Alves Colaço, 24 anos, Monalisa Ferreira dos Santos, 25, Maike Ferreira dos Santos, 21. Além deles, que moram no local, foram presos os paulistas Martiniano Lúcio Alves, 31, Joelson da Silva, da mesma idade, Caio Diego da Silva, 22, Milton Nunes Rodrigues, 46, e Mateus Garcia de Andrade, 41, cujo nome a polícia desconfia ser falso.

“Quando aumenta o número de assaltos a bancos em Curitiba, é quase certo que são feitos por bandidos que vêm de fora. A prisão dessa quadrilha é uma resposta da polícia, que demonstra que, aqui no Paraná, o crime é combatido em todas as frentes”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

Segundo as investigações, os assaltantes vindos de São Paulo usavam a casa de Maike para preparar os assaltos aos bancos e como esconderijo. Os levantamentos indicam a participação do grupo nos assaltos ao Bradesco de Pinhais, em 25 de julho, Bradesco do Alto Maracanã, em 1.º de agosto, Bradesco do Tarumã, em 14 de agosto, e a Caixa Econômica Federal do Bacacheri, em 28 de agosto. Segundo a polícia, eles são suspeitos de terem assaltado mais dois bancos em Presidente Wenceslau, interior de São Paulo.

“Esta quadrilha era investigada desde o assalto feito ao Bradesco de Pinhais. Descobrimos onde o grupo se escondia e efetuamos a prisão de todos”, disse o delegado-chefe do Cope, Miguel Stadler.

Plástico

Para conseguir entrar nas agências sem ser barrado pela porta de segurança, um dos integrantes da quadrilha usava uma pistola de plástico. Dentro do banco, o vigia era rendido e o restante do grupo entrava para completar o assalto. Terminada a ação, todos iam para a casa no Alto Maracanã. No dia seguinte os paulistas voltavam para a capital.

“Eles agiram sempre do mesmo jeito, em todos os assaltos. O vigilante não percebia que a arma do bandido era de brinquedo. Assim, era dominado, perdia a sua arma, e a quadrilha tinha sucesso nos assaltos”, explicou o delegado que comandou as investigações, Renato Bastos Figueirôa.

Segundo a polícia, o grupo se reunia na residência, em Colombo. Os paulistas vinham de São Paulo no Polo placa FFF- 2312, e também de ônibus. “Em média, eles ficavam dois dias planejando o crime. Iam até a agência como clientes para ver a rotina, para depois executar o assalto”, explicou o delegado.

Na residência a polícia apreendeu quatro pistolas de plástico, quatro revólveres calibre 38, três motos e o veículo com placas de São Paulo. Segundo os levantamentos feitos, Martiniano, Joelson e Caio são foragidos da Colônia Penal Agrícola de Bauru (SP). Milton é foragido da Penitenciaria de Moganguá, litoral de São Paulo. Todos portavam documentos falsos e já foram condenados por assaltos e latrocínios.

A polícia investiga a identidade de Mateus, que pode ser falsa. João Garcia de Andrade Filho, 39, segundo a polícia, pode fazer parte da quadrilha. Ele está preso na Penitenciaria de Caiuá (SP). “João é irmão de Mateus e é quase certo que participou dos assaltos”, afirmou Figueirôa.

Todos foram autuados em flagrante por formação de quadrilha e responderão a inquéritos pelos roubos praticados. A polícia continua com as investigações para levantar outras ações da quadrilha. Removidos para o Centro de Triagem II em Piraquara , ficarão à disposição da Justiça.