Foto: Alberto Melnechuky

Ninguém viu a placa da moto conduzida pelo assassino.

?Vovô, o papai morreu!?, disse uma menina de três anos, quando seu avô chegava próximo ao corpo de Anderson Galvão Ferreira, 26 anos, caído ao lado do muro de sua casa. Ele foi morto com dois tiros, por volta de 19h20, de terça-feira, quando brincava com a filha e o irmão mais novo, na esquina da Rua Albert Sabin e Travessa Amarildo Dalazuana, no Jardim Guaraqueçaba II, Umbará.

A casa de Luiz fica bem em frente ao portão principal da Escola Estadual Luiz Carlos de Paula e Souza. ?Os alunos do período noturno já estavam em sala de aula e saí ao portão para pedir que os atrasadinhos entrassem. Estava de costas, mas ouvi três tiros, um intervalo e em seguida outros dois?, disse a diretora Jane Warcherski. Segundo ela, foi tudo muito rápido. ?Não tive reação de ver placa de moto e muito menos modelo e cor?, completou. A mãe da vítima é funcionária da escola.

?Ela teve a ingrata surpresa de sair do trabalho e encontrar o filho morto?, completou Jane.

O soldado Reis, do 13.º Batalhão de Polícia Militar, disse que um dos tiros atravessou o muro e por pouco não feriu alguém da casa de esquina. ?Temos a informação que o autor dos disparos fugiu em uma moto, mas ninguém sabe mais nada?, disse. Segundo o PM, Anderson teria se envolvido em uma confusão há uns três meses, em Santa Felicidade.

A Delegacia de Homicídios deverá investigar o caso.