Ao tentar entrar na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Piraquara, com um celular escondido no ânus, Ciro Nicolau do Espírito Santo, 32 anos, foi denunciado pelo detector de metais, às 10h de ontem. Ele confessou que foi contratado para levar dois celulares para o presídio pelo valor de R$ 1.500,00, mas que só conseguiu introduzir um dos aparelhos no ânus.

?Eu estou desempregado e me falaram que era fácil?, disse. Encaminhado à delegacia de Piraquara, Ciro foi ouvido e liberado.

O tenente Francis Pirog, da Polícia Militar, informou que entrar com aparelhos celulares dentro do presídio não é crime. ?Infelizmente, ele só irá sofrer sanção administrativa. Mesmo assim o encaminhamos para a delegacia?, contou o tenente.

Detector

O diretor da PCE, Gamaliel Bueno Galvão, informou que há seis meses os familiares de presos sentam no detector de metais. ?Por enquanto só temos um, mas em breve chegarão mais. Desde que estamos usando este aparelho já evitamos que muitos celulares entrassem no presídio?, comentou Gamaliel. Ele disse, que por enquanto, o aparelho fica na ala de revista feminina, já que muitas mulheres costumavam levar objetos e drogas dentro da vagina. ?Só está semana já pegamos dois celulares?, comemora. Segundo ele, Ciro está proibido de entrar na penitenciária.

O chefe de segurança da PCE, Celso Tadeu, disse que na manhã de ontem, desconfiaram que Ciro trazia algo estranho. ?Pedimos para que ele sentasse no detector, que apitou?, contou. ?Ele mesmo confessou que tinha um celular escondido e que havia outro aparelho dentro de seu carro?, acrescentou o auxiliar de segurança Emerson Pamplona.

Contrato

Ciro disse que seu primo está recolhido na PCE e que foi contratado por uma mulher para introduzir os celulares na cadeia. ?Eu peguei os telefones um pouco antes, de um homem, nas proximidades do presídio. Ele disse que era para eu colocar os aparelhos dentro da camisinha e colocar no ânus com a ajuda de um creme. Coloquei um e me machucou bastante. O outro não deu?, disse o rapaz. ?Eles mandaram eu deixar os aparelhos no banheiro da prisão. Não sei quem iria pegá-los?, completou, alegando que estava muito arrependido.