Após um mês desde a confusão no James Bar que resultou na amputação de uma de suas pernas, o estudante Guilherme Koerich, 18 anos, esteve no 3.º Distrito Policial (Mercês) para prestar depoimento. Ontem, ao delegado Rogério Martin de Castro, o jovem afirmou ter sido agredido pelo porteiro do estabelecimento e autorizou a polícia a ter acesso ao prontuário médico do hospital.

É com base no prontuário e nos exames que o Instituto Médico Legal (IML) deve elaborar o laudo pericial. “Somente essa perícia vai poder comprovar qual o tipo de lesão sofrida e se o golpe foi suficiente para causar a amputação da perna”, explicou o Castro. O delegado vai pedir nova análise das imagens das câmeras do bar ao Instituto de Criminalística.

Advogados

De acordo com o advogado de Guilherme, Samuel Rangel, a imagem seria suficiente para provar que o rapaz foi agredido. “Ele só tentou correr depois que o porteiro tentou segurá-lo”, disse. Para ele, a casa noturna deve ser responsabilizada pelo ocorrido.

Já o advogado do James Bar, Edward Carvalho, afirmou que a casa não tem responsabilidade. “É a mesma de um policial militar perseguindo um ladrão”. Ele informou que Guilherme teria admitido, em depoimento, ter sofrido alucinações durante a confusão. Rangel, por sua vez, afirmou que o rapaz tinha consumido álcool, mas a quantidade não era suficiente para estar embriagado. Além das 21 pessoas que já foram ouvidas no caso, o delegado deve ouvir socorristas do Siate e policiais militares que atenderam o rapaz no local.