A segurança da aluna é tamanha após o curso que passa a impressão que é possível reagir a qualquer situação. Porém, os exemplos reais mostram que não é sempre que se deve enfrentar o agressor. O caso mais recente é o da educadora Renata Melo do Amaral, 36 anos, que no início do mês, no Santa Cândida, foi morta com um tiro na cabeça, mesmo com o filho de 3 anos no colo, porque reagiu a um assalto, se negou a entregar a chave do carro e mordeu a mão do assaltante. O curso não ensina a aluna a se defender de uma pessoa armada de revólver ou pistola.

“O objetivo não é incentivar a reação, mas se houver necessidade ou você ver que não tem saída, para se proteger e proteger alguém que você ama, tem que ter a capacidade de saber e conseguir reagir”, revela Gerson. “É fácil dizer “não reaja’, mas se alguém for para cima de você, de sua mãe, você vai reagir sem dúvidas, e é importante ter essa capacidade”, complementa. A ideia está exposta no website da Sobs: “é melhor saber e não precisar, do que precisar e não saber”. (FD)