Depois de voltar a fechar casas de bingo em Curitiba, no sábado à tarde, o governo baixou uma resolução liberando as atividades de bingo em todo Estado. A decisão foi tomada por volta das 16h40, depois de uma reunião em que participaram o secretário de Governo, José Cid Campêlo Filho, o delegado de Ordem Social, Fauze Salmen, e representantes do Sindicato dos Bingos.

A resolução permite que todas as casas reabram as portas somente para as atividade de bingo, “sem prejuízo de documentação a ser apresentada à Serlopar quando foi aprovada a resolução”. A partir de hoje os donos de bingos poderão credenciar as casas junto ao Serlopar. Segundo explicou o delegado Fauze, as casas não poderão usar máquinas off-line, já que essa questão envolve a resolução que está sendo aprovada no Estado.

No início da tarde de sábado o delegado comandou uma operação de fechamento dos bingos. O bingo Vilage, na avenida Batel, chegou a ser fechado, “sob ameaça de ter todos os equipamentos confiscados”, confirmou o proprietário da casa, Celso Lanzoni. Ele considerou a ação arbitrária, pois mantinha o estabelecimento funcionando amparado em uma liminar federal obtida pela Associação Brasileira de Bingos. No final da tarde o delegado de Ordem Social disse que a ação foi legal, pois até o momento não sabia da decisão do secretário de Segurança. “Quando estava lá na casa fiquei sabendo da reunião”, disse.

Desemprego

O presidente da Associação dos Bingos do Paraná, Carlos Eduardo Canto, gostou da decisão, pois temia que se a posição fosse mantida cerca de quatro mil pessoas seriam demitidas das 52 casas de bingo instaladas no Estado. Ele disse que agora a preocupação será com a questão que envolve as máquinas de videoloteria. Durante a semana, representantes das casas de bingo fizeram várias denúncias de irregularidades envolvendo a empresa Larami, vencedora da licitação para operar máquinas de videoloteria no Paraná. O presidente do Sindicato dos Bingos, César Zambon disse que eles aguardam para essa semana a decisão de uma medida que ingressaram junto ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, para o funcionamento de máquinas eletrônicas programadas.