A morte de duas pessoas da família, um acidente de trânsito envolvendo o irmão e o fim do casamento contribuíram para que o sargento Abimael Moraes, 43 anos, lotado no 20.º Batalhão da Polícia Militar, tivesse um dia de fúria. Armado com a pistola da corporação, ele assustou a mulher e o filho, por volta de 13h40 de ontem, e os manteve em cárcere privado, na casa da família, na Avenida Porto, Santa Terezinha, em Colombo. Em seguida, mãe e filho foram liberados e um tiro foi disparado dentro da casa.

Policiais da Rondas Ostensivas de Natureza Especial (Rone) isolaram o local. Nas horas seguintes, policiais do Comandos e Operações Especiais (COE), negociaram com o sargento. Por volta das 18h, ele se rendeu e foi tirado de casa por uma ambulância do Siate. O destino não foi divulgado.

Benquisto

Segundo os vizinhos da família, o policial é benquisto na região e nunca deu sinais de descontrole. “A mãe e a irmã dele morreram recentemente, o irmão sofreu um acidente de trânsito e está em estado grave, e mais um monte de coisa que contribuíram para esse tipo de reação. Além disso, ele não aceitava a nossa separação”, contou Denise Saldanha, esposa do sargento. Ela contou que essa foi a primeira vez que ele teve esse tipo de reação. “Ele sempre foi um bom pai e um bom marido. Estávamos nos separando por outros motivos.”

Segundo o tenente-coronel Carlos Bührer, o sargento está na corporação desde 1988 e, atualmente, trabalhava na área administrativa do 20.º BPM. “Ele não suportou a pressão. Moraes será acolhido pela Polícia Militar, que vai dar todo o apoio para que ele se recupere logo e supere os seus problemas”, garantiu.