A Secretaria da Educação alerta pais e alunos sobre golpistas que oferecem, nas residências, livros didáticos que, supostamente, seriam obrigatórios e utilizados pelas escolas da rede pública estadual de ensino.

A preocupação da Secretaria surgiu a partir da denúncia feita por pais de alunos de um Colégio Estadual de Entre Rios, distrito de Guarapuava. Eles informaram que representantes de uma editora de Cascavel visitaram suas casas oferecendo um kit didático, que abrangeria 15 disciplinas. Segundo a informação, que está sendo apurada pelo Núcleo Regional de Guarapuava, alguns pais compraram kit, mediante pressão dos vendedores, que alegaram se tratar de material didático obrigatório nas escolas públicas do Estado.

A chefe do Departamento de Educação Básica da Secretaria, Mary Lane Hutner, alerta que, tanto no ensino fundamental como no ensino médio, os alunos da rede pública são atendidos gratuitamente por programas de livros didáticos públicos, tanto do Governo Federal como do Governo do Estado. A preocupação dos pais com material didático deve ser, apenas, com material de papelaria, como cadernos, lápis ou canetas. ?A comunidade deve ficar em alerta caso surjam quaisquer suspeitas de aproveitadores, que se valem do período em que os alunos estão de férias para enganar os pais e vender um material qualquer?, disse.

Mary Lane reforça que os alunos de 1.ª a 8.ª séries do ensino fundamental recebem gratuitamente os livros didáticos, de todas as disciplinas, do Governo Federal. Já os alunos de 1.ª a 3.ª séries do ensino médio, tanto do ensino regular como dos cursos técnicos, recebem, também gratuitamente, o Livro Didático Público, desenvolvido pelo Governo do Estado. Esse material abrange todas as disciplinas, desde 2007.

Além dos livros distribuídos pelo governo do Paraná, o Governo Federal começa a distribuir, através do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), livros de algumas disciplinas do ensino médio. Em 2007, chegou o livro de Biologia e, em 2008, os de História e Química.

?Os diretores de escolas sabem de todos os procedimentos adotados pelo Estado e devem ajudar a fiscalizar?, afirmou Mary Lane. Ela recomenda que os pais desconfiem e denunciem qualquer irregularidade, como a denunciada em Entre Rios. ?A comunidade deve exercer o chamado controle público, tanto para reclamar como para auxiliar o Estado, no sentido de não deixar que pessoas menos informadas caiam em golpes como esse?, disse.