Anderson Tozato
Nada sobrou do Chevette
ocupado pelas vítimas.

Colisão frontal envolvendo o Chevette placa AEW-6560 (Rio Negro – PR) e o caminhão Fiat Iveco placa INB-4181 (Flores da Cunha – RS), no quilômetro 194 da BR-116, a 80 quilômetros de Curitiba, resultou na morte de seis pessoas e ferimentos graves em mais uma. Todas as vítimas estavam no carro. O motorista do caminhão nada sofreu. O acidente aconteceu no final da noite de sábado e pode ter sido causado pela falta de sinalização na pista, aliada à escuridão no local.

O caminhão saiu de Flores da Cunha e seguia para o Rio de Janeiro, transportando móveis. De acordo com o condutor, Leandro Antônio Rabuske, 23 anos, ele trafegava em sua pista quando deparou com o Chevette na contramão. Ele tentou frear, mas não conseguiu evitar a batida. "Eu vinha na minha pista. Tentei segurar, mas não consegui. Não deu tempo de tirar o caminhão para o lado", explicou Leandro. Com o choque,

o caminhão saiu da pista e parou 20 metros adiante. O Chevette pegou fogo e, com exceção de uma adolescente de 13 anos, todos os demais ocupantes ficaram presos nas ferragens e morreram carbonizados. Devido ao estado dos cadáveres não foi possível identificar nenhuma vítima. Seis corpos foram conduzidos para o Instituto Médico-Legal (IML), em Curitiba, onde aguardam identificação.

Segundo o sargento Barbosa, do Corpo de Bombeiros de Rio Negro, quando as viaturas chegaram encontraram o Chevette em chamas e as vítimas em seu interior. Uma garota de 13 anos, identificada como Ana Aparecida, foi a única que conseguiu sair antes que o fogo se alastrasse. "Ela tinha queimaduras de primeiro grau, fraturas e lesões internas. Estava em estado de choque", relatou o sargento. A adolescente foi encaminhada ao hospital de Rio Negro e, posteriormente, seria conduzida ao Hospital Evangélico, em Curitiba. Durante o atendimento preliminar, Ana não conseguiu contar aos socorristas quem eram as pessoas que a acompanhavam dentro do Chevette.

Sinalização

De acordo com o motorista do caminhão, no momento da batida as condições de dirigibilidade eram boas, já que não estava chovendo e não havia neblina. O sargento do Corpo de Bombeiros comentou que, apesar das boas condições, a estrada passou por reformas e ainda não foram pintadas as faixas de sinalização. A falta da faixa, que indica a separação das pistas, pode ter contribuído para que o condutor do Chevette se perdesse e causasse o acidente.

Como os corpos foram carbonizados, a identificação oficial das vítimas pode demorar. Até o final da tarde de domingo, nenhum dos cadáveres havia sido reconhecido no Instituto Médico-Legal (IML). Duas famílias compareceram ao IML com a ficha dentária de três possíveis vítimas, porém devido aos corpos terem ficado muito tempo expostos ao fogo, nem mesmo os exames dentários puderam identificá-los.

O reconhecimento só poderá ser feito agora através de exames de DNA.