Delazari explica as AISPs.

A unificação dos serviços prestados à comunidade pelas polícias Militar e Civil do Paraná, no combate à criminalidade é a mais nova manobra do governo do Estado na área de segurança pública. Decretada no dia 22 de abril pelo governador Roberto Requião, a Área Integrada de Segurança Pública (AISP) abrange todas as corporações do Estado, e desde o final do mês passado está em funcionamento.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) só espera uma decisão do governador para escolher a data de inauguração de duas novas unidades policiais, o 19.º Batalhão da Polícia Militar, em Toledo, no Oeste do Estado, e a 3.ª Companhia Independente da Polícia Militar, em Telêmaco Borba, região central. Essas novas unidades foram criadas para que a abrangência territorial do programa fosse completa, atendendo todos os 399 municípios do Estado.

O que muda

A mudança se refere à questão de metodologia de trabalho, juntando as duas frentes de segurança do Estado. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, esse novo método surgiu a partir do ponto em que as informações nas divisões policiais estavam desencontradas. Ele conta que a confusão no sistema veio do governo passado, e que a estrutura teria que ser modificada para que o equilíbrio fosse reestabelecido. “Não estamos fazendo uma reforma profunda, é uma questão de mudança na metodologia do sistema. Antes, era uma confusão, as informações estavam perdidas, prejudicando o trabalho das duas polícias. E, quem saía perdendo era a população”, diz. (RCJ)

Aprovados em concurso perdem vaga em agosto

Enquanto a Delegacia de Homicídios e outras unidades da Polícia Civil sofrem com a falta de efetivo, 475 pessoas aprovadas em concurso público realizado em 1997 ainda aguardam convocação para os cargos de escrivão e investigador. Mas o pior é que, caso não sejam chamados até agosto desse ano, o concurso perde a validade e os futuros policiais ficarão a ver navios.

É o caso de Márcio de Jesus, um dos 200 convocados para um período de 15 dias de avaliações na Escola Superior de Polícia Civil, em novembro do ano passado. Destes 200, 40 faltaram e outros 56 foram reprovados. Sobraram 104 candidatos em condições de assumir as funções. Mas apenas 40 novos policiais estão trabalhando, enquanto os demais aguardam uma resposta oficial.

“Ouvimos a promessa de que a nomeação sairia em poucos dias, mas ninguém dá satisfação. Um amigo perdeu o emprego por causa dos testes na Escola de Polícia e pode nem ser chamado”, reclama Marcelo, que mora em Curitiba. O concurso tinha validade até agosto de 2002, e foi prorrogado uma vez, para agosto de 2004. Se até lá não houver comunicação aos aprovados, eles terão que disputar novo teste seletivo.

De acordo com a assessoria de imprensa da Sesp, os aprovados sabiam que a convocação dependia da disponibilidade de vagas.