O mês de setembro registrou um assassinato a mais do que o mês de agosto, embora tenha um dia a menos no calendário. Na frieza dos números poder-se-ia dizer que houve empate técnico. Mas, na estatística que envolve vidas humanas, não há como calcular as perdas resultantes do derramamento de sangue.

Cento e sessenta e seis famílias foram atingidas diretamente pela violência das ruas da capital e RM no mês passado. O quadro praticamente ficou estável, quando comparado a agosto, com um diferencial assustador: aumentou em 63% o número de mulheres assassinadas.

Ao apresentar este “Mapa da Violência” ao leitor, a Tribuna do Paraná honra o compromisso assumido no mês passado, de divulgar com clareza e sem rodeios, mensalmente, os caminhos trilhados pela morte.

Só um dia sem sangue

Em setembro houve 125 locais de morte e 41 pessoas morreram em hospitais. Sábado foi o dia mais violento e somente no dia 9 não houve mortes.