Esta semana uma quadrilha que fraudava o seguro-desemprego em Curitiba foi presa. Ela causou um rombo de R$ 500 mil reais no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Mas segundo o delegado da Delegacia Regional do Trabalho no Paraná, Geraldo Serathiuk, o sistema é extremamente seguro e quase a totalidade das fraudes é descoberta.

O delegado explica que isto é possível porque o processo do seguro-desemprego é todo informatizado, desde a entrada do pedido até a liberação dos pagamentos. As informações prestadas pelos trabalhadores são comparadas com o cadastro de funcionários que as empresas mandam para a Delegacia Regional do Trabalho. Se houver alguma suspeita de irregularidade, a DRT entra em contato com as empresas confirmando se realmente houve o vínculo empregatício.

As informações são enviadas para a coordenação do seguro-desemprego do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que faz a verificação e pede à Caixa Econômica Federal (CEF) o cancelamento do benefício. Quando o trabalhador vai até ao posto da CEF acaba sendo preso e através de investigações é possível chegar até a quadrilha. Geraldo explica que os trabalhadores que participarem do golpe também respondem pelo crime. São indiciados pelo uso de documentação falsa, associação a quadrilha, entre outros crimes.