O inquérito policial que investiga a morte da estudante Alexandra Bernardi, 23 anos, foi concluído, ontem, pela Delegacia de Homicídios (DH), e a denúncia será oferecida, na próxima semana, ao Ministério Público. O encerramento do caso também resultou na prisão de Isaías de Oliveira, acusado de participar do crime junto com Agnaldo Santos, preso dias depois do fato, e Leandro Mota Machado, que permanece foragido. De acordo com o que disseram o advogado e os familiares de Leandro, ao delegado Adonai Armstrong, o rapaz deve se apresentar em breve.

Após dias fora de casa, Isaías foi pego na manhã de ontem, quando foi visto pelos investigadores chegando em sua residência. Em posse de um mandado de busca e apreensão, os policiais ainda colheram na residência do rapaz o boné e a camiseta que ele usou na noite do crime, reconhecidos por um dos sobreviventes do atentado.

De acordo com Armstrong, Leandro responderá pela autoria intelectual do assassinato, pois foi ele que buscou Isaías para cometer o crime. Já Isaías foi reconhecido por testemunha como o autor dos disparos e responderá pelo homicídio. Agnaldo, que dirigia o Corsa usado pelo trio, está preso no Centro de Triagem II, em Piraquara, e responderá pela co-autoria. "Agora fica a cargo da Delegacia de Vigilância e Capturas cumprir o mandado de prisão de Leandro. Mesmo assim, continuamos procurando por ele e aguardamos que ele se apresente", conclui Armstrong.

Crime

Alexandra, que se formaria este mês em Assistência Social, foi morta na madrugada do dia 2 de abril, em frente ao bar Bangaloo, na esquina da Avenida Marechal Deodoro com a Rua General Carneiro, no Centro. Durante a festa de aniversário que ela participava, Leandro e Agnaldo se desentenderam com alguns convidados e foram colocados para fora do bar pelos seguranças.

Eles buscaram Isaías e ficaram aguardando que o grupo saísse, e foi nesse momento que as vítimas receberam os tiros. Alexandra morreu na hora. Samuel Ferreira da Silva e Sílvia Renata dos Santos, também foram feridos.

Dias após o crime Leandro se apresentou na DH. Ele assumiu a autoria dos disparos e entregou o revólver, calibre 38, com numeração lixada, usado no homicídio. Ele foi ouvido e liberado pelo delegado Maurílio Alves, fato que levou o promotor de Justiça Paulo Sérgio Markowicz de Lima, a solicitar a prisão preventiva de Leandro e de Agnaldo Santos.