Hoje se encerra o inquérito policial que investiga a morte da artesã Maria Emília Cacciatore Florêncio, 38 anos. O resultado do trabalho será enviado ao Ministério Público, que vai avaliar o que foi apurado durante os 38 dias de investigação e, se achar necessário, poderá solicitar novas diligências em busca de mais provas.

De acordo com o delegado Jaime da Luz, até o momento, as investigações resultaram no indiciamento do sargento da Polícia Militar Edson Prado, como o principal suspeito do homicídio. O PM continua recolhido no Centro de Observação Criminológica e Triagem (Cot) e sua prisão preventiva foi solicitada à Justiça. O delegado informou que, durante as diligências realizadas, foi possível obter provas – com testemunhos e também laudos do Instituto de Criminalística – para pedir a prisão preventiva. O sargento está preso no Cot desde o dia 12 de março, antes porém ficou recolhido alguns dias no quartel da Comando Geral da PM.

Sobre o desaparecimento de Vivian Florêncio, 3 anos, filha de Maria Emília, o caso continua sendo investigado pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride). Segundo Jaime da Luz, o material obtido pela DH referente à menina, será repassado ao Sicride. No entanto, ele adiantou que há poucas informações sobre o paradeiro de Vivian.

Crime

Mãe e filha desapareceram no dia 4 de março quando foram até a Praça Tiradentes, centro de Curitiba, onde Maria Emília iria se encontrar com Prado para discutir sobre o eventual pagamento de pensão alimentáicia para Vivian, que seria filha do sargento (ele nega a paternidade). Cinco dias após o sumiço, o corpo da artesã foi encontrado, parcialmente enterrado em uma cova rasa, próximo à Estrada Queimado, na localidade de Rio Abaixo, zona rural de Campina Grande do Sul. A vítima estava nua e coberta por cal da cintura para cima.