Eva Cássia Ferrazeri Zeglan, 42 anos, foi condenada a cumprir 15 anos de prisão pela morte da garota Paloma Agostinho, 16, em março de 2011. A sessão teve fim no início da madrugada de hoje (16), no Tribunal do Júri de São José dos Pinhais. Os jurados condenaram Eva por homicídio, ocultação de cadáver e rapto.

Ela já cumpriu dois anos e quatro meses em regime fechado e matou Paloma porque queria ficar com o filho recém nascido dela. Havia acompanhado a gestação da garota e tinha acertado a compra da criança por R$ 1.500.

Eva chegou alugar uma residência em Guaratuba, próxima a casa da vítima. Paloma foi vista pela última vez indo a um posto de saúde onde recebia acompanhamento médico. Segundo a polícia, Eva convenceu a adolescente viajar com ela para São José dos Pinhais, onde supostamente faria o pagamento.

As duas seguiram para a cidade, mas dois dias depois, no momento em que fariam a troca, Paloma teria desistido de entregar o filho, então foi atacada por Eva, que a matou sufocada, usando um pedaço de tecido. O corpo foi abandonado em uma estrada de terra, próximo a estação de captação da Sanepar no bairro Rio Pequeno, e encontrado na manhã seguinte.

Eva foi detida uma semana depois de raptar Paloma, no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Santa Terezinha de Itaipu, cerca de 15 km da entrada de Foz do Iguaçu.

Ela estava com dois adolescentes no carro, mas havia deixado o bebê em uma igreja na cidade de Guaraniaçu, região centro-oeste do Estado. No momento da prisão, os policiais encontraram roupas e fraldas da criança no porta-malas do carro dela. Eva alegou que estava indo visitar uma amiga, mas a polícia acredita que tentava fugir para o Paraguai.

Antes da fuga para o interior, Eva teria passado em um terreiro de umbanda para que a criança recebesse uma benção. Confessou ao pai de santo que havia cometido uma besteira envolvendo morte. Por meio da denúncia dele que a polícia teve pistas sobre a rota de fuga de Eva.