Um suspeito de ter matado Gilmar e ferido o Roberto foi preso, às 15h de ontem, na Vila do Sossego, bairro Costeira, em São José dos Pinhais, perto de onde o crime aconteceu. Na casa de Bruno César Matias, 21 anos, dentro de uma caixa de sapatos, cuidadosamente escondida em um guarda-roupa, estavam dois revólveres calibre 38, uma pistola 9 mm, sete celulares e munição.

Segundo os soldados Correia e Kondageski, do 17.º Batalhão da Polícia Militar, uma ligação anônima ao celular da viatura Povo informou o endereço do suposto autor do crime. Correia disse que Bruno resistiu e alegou não saber de nada. “Entramos na casa e por sorte fomos direto onde estavam as armas escondidas”, completou.

Trabalho

O rapaz negou o crime. Ele afirmou que trabalha como metalúrgico em uma empresa e, na noite que antecedeu o assassinato, estava em uma casa noturna, no São Lourenço, em Curitiba. “Saí de lá por volta de 4h30 e, antes de voltar, eu e um amigo passamos em uma boate”, defendeu-se.

Em 2008, Bruno foi indiciado por homicídio, mas garantiu que foi preso por engano. “O autor do crime tinha uma jaqueta peruana igual a minha. Fui preso mas logo em seguida fui liberado”, contou.

A primeira passagem pela polícia aconteceu em 2007 quando ele foi autuado por porte ilegal de arma. Nesse caso ele não alegou inocência. Bruno foi levado para a delegacia e autuado por porte ilegal de armas e será investigado pelo crime. O delegado Osmar Dechiche deve pedir exames balísticos para confrontar as cápsulas apreendidas no local com as armas encontradas com ele.