Antônio Luiz dos Santos, 45 anos, deu entrada já sem vida no Centro Médico de Campo Largo, às 19h30 de quarta-feira. Ele morreu em decorrência de um acidente de trânsito – cujas circunstâncias estão sendo apuradas – envolvendo a viatura da delegacia de Campo Largo que o transportava.

A vítima, que trabalhava como pedreiro, compareceu na quarta-feira no Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) afirmando ser autor de um homicídio em Campo Largo e queria de se entregar. Ele teria matado uma mulher, de acordo com sua confissão.

A delegada Nilcéia, do Cope, entrou em contato com a delegacia de Campo Largo e solicitou que uma viatura viesse buscá-lo. Um Pálio, com dois policiais, veio pegar Antônio para que ele fosse ouvido na delegacia daquele município e esclarecesse qual crime estava confessando.

Como se apresentou por vontade própria e parecia uma pessoa equilibrada, Antônio foi colocado no banco traseiro do carro para ser transferido. Durante a viagem aconteceu o inesperado. De acordo com o relato do superintendente Nelson Bastos, o preso começou a agir de maneira estranha e tentou agredir os policiais.

Ataque

Diante do ataque inesperado, o policial que dirigia o Pálio perdeu o controle do veículo que caiu no canteiro central que divide as duas pistas da rodovia BR-277. Os policiais sofreram ferimentos leves, mas Antônio ficou desacordado. A vítima chegou a ser encaminhada ao Centro Médico de Campo Largo, mas não resistiu. A causa da morte ainda será investigada. “Estamos esperando o laudo do IML para diagnosticar o caso. Já foi instalado inquérito policial para apurar as responsabilidades”, disse Bastos. O laudo irá comprovar se houve agressão contra a vítima ou se ela morreu de algum mal súbito. O delegado Osmar Dechiche também solicitou que seja feito um exame toxicológico em Antônio, para saber se ele estava sob efeito de alguma droga.

De acordo com Bastos, ontem uma equipe de investigadores se deslocou até a região de Três Córregos (onde a vítima morava), para investigar se há alguém desaparecido ou morto. Outra possibilidade que está sendo investigada é de Antônio ter alguma relação com a morte de Rosa Soares, 62 anos. Ela foi encontrada morta em meio aos escombros de sua casa que foi queimada no começo de julho.