O taxista Justino Walter Mikosz, 62 anos, foi assassinado ao chegar em casa, pouco antes das 22h de terça-feira, na Rua da União, Jardim Kosmos, Pilarzinho. O motorista havia acabado de entrar na garagem e desligar o motor do Corsa placa AQJ-5397, quando foi surpreendido por dois homens encapuzados que atiraram várias vezes.

Horas depois, dois suspeitos foram detidos para averiguações. Pelo menos seis disparos foram ouvidos pelo irmão da vítima. Quando abriu a porta da casa, os marginais haviam fugido.

De acordo com a tenente Bail, do 12.º Batalhão da Polícia Militar, populares viram os assassinos subindo a ladeira em direção à Rua João Bonatto e entrando num Gol branco, onde um terceiro marginal os aguardava para a fuga. Segundo a tenente, aparentemente, nenhum objeto foi levado da vítima. Apesar disso, a policial não descarta que Justino foi vítima de assalto.

Passado

O delegado Cristiano Quintas dos Santos esteve no local do crime com investigadores da Delegacia de Homicídios, e informou que Justino foi preso há 15 anos por tráfico de drogas.

“Ele respondeu pelo crime e não devia mais nada. Ainda não sabemos se o caso tem relação com o tráfico”, disse o delegado. Parentes também não comentaram se o taxista recebeu ameaças. Justino havia chegado em casa às 20h, tomou banho e foi a um churrasco. Foi morto quando voltada da reunião com amigos.

Logo que soube da morte do taxista, o sargento Luiz, do 17.º Batalhão da PM, foi até o Jardim Kosmos. “Ele era irmão do meu cunhado e sempre costumava chegar a essa hora em casa. Não sei o que pode ter motivado o crime”.

Suspeitos do outro lado da cidade

Márcio Barros e Giselle Ulbrich

Policiais militares do 13.º Batalhão prenderam dois irmãos, na noite de terça-feira, durante uma abordagem de rotina, em uma barreira policial no Tatuquara. Com eles foram apreendidos um colete balístico, uma pistola calibre 40 e uma balaclava. Os dois foram levados para o Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) e confessaram que estavam indo cometer um homicídio.

Perícia

Os dois, que não tiveram os nomes divulgados, foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma. Como no crime do taxista Justino foram dois os autores, utilizando uma pistola calibre 40, o delegado Cristiano dos Santos, da Delegacia de Homicídios, solicitou uma perícia balística na arma, para verificar se foi a mesma pistola usada no assassinato.

Segundo o capitão Murbach, os rapazes estavam em um Kadett, quando foram abordados. “Além de encontrarmos o colete e a arma, descobrimos que o carro estava com várias pendências financeiras, e por isso foi apreendido e encaminhado ao pátio do Detran”, contou.

“Confissão”

O capitão relatou que, quando os rapazes foram interrogados sobre a origem da arma e do colete, confessaram suas intenções. “Eles disseram que estavam indo matar uma pessoa. Apenas comentaram que a suposta vítima deveria agradecer à polícia por não ter morrido”, completou. Mas não deram mais detalhes sobre o crime que supostamente cometeriam.