A morte do taxista Antônio Krulikoski, 48 anos, foi a “gota d?água” que faltava para a categoria sair às ruas e protestar por segurança. O motorista foi assaltado no dia 28 de julho, quando atendia uma corrida do Capão Raso até o Boqueirão. Três indivíduos entraram no taxi e, no trajeto, deram voz de assalto, levando o veículo – um Santana – e R$ 25,00. O motorista foi baleado pelos assaltantes e conduzido pelo Siate até o Hospital do Trabalhador, onde faleceu depois de passar por três cirurgias. O protesto aconteceu na manhã de ontem.

De acordo com o irmão da vítima, o também taxista Domingues Krulikoski, no período em que Antônio ficou no hospital, nenhum policial apareceu para pegar informações sobre a ocorrência. Além disso, uma semana depois do assalto, pedaços do carro roubado foram encontrados, e a orientação dada à família pela polícia é que, se quisessem, poderiam levar esse material para a delegacia. “Mas isso é o papel da polícia”, afirmou Domingos.

Carreata

Em protesto pela morte de Antônio Krulikoski, um grupo de mais de 30 taxistas seguiu em carreata do Cemitério do Boqueirão até o Palácio Iguaçu, no Centro Cívico. Ontem mesmo, na Secretaria de Segurança Pública, reuniram-se quatro taxistas, o secretário Luiz Fernando Delazari, o comandante da PM, coronel David Pancotti, e o delegado-geral da Polícia Civil, Jorge Azor Pinto, para discutir propostas que possam reduzir o índice de violência contra a categoria. Hoje o Sindicato da categoria terá reunião com o comando da PM. (RO e RCJ)