Átila Alberti
Miguel chora a falta
do filho, seu irmão
leva a vida normalmente.

Este é o quarto Dia do Pais que passo sem meu filho.? A frase é do comerciante Elias Miguel Nicolau Neto, que teve seu filho assassinado por seu irmão, em 2001. Elias promete que irá continuar lutando por justiça enquanto viver e aguarda seu irmão, Wilson Nicolau, sentar no banco dos réus para ser submetido a júri popular. Após cinco anos de luta, procurando a imprensa, o Ministério Público e o procurador-geral do Estado, Wilson disse que agora o processo começou a caminhar, mas completou que não terá paz enquanto o assassino de seu filho não for punido. ?Ele continua tento uma vida normal?, disse Elias.

O irmão dele é proprietário de uma lanchonete na rodoferroviária e tem duas cantinas em um colégio tradicional no centro da cidade.

Crime

Luciano subia as escadarias da rodoferroviária, às 14h30 do dia 29 de dezembro de 2001, quando seu tio, que estava na parte superior do prédio, atirou. A bala acerto o peito do rapaz e saiu próximo a virilha, sem que a vítima tivesse chance de defesa. Informações colhidas na época, davam conta que os dois já tinham um desentendimento antigo e teriam começado a discutir na lanchonete. O motivo da rixa não foi esclarecido.

Na época, o autor, Wilson, 51 anos, foi preso e autuado em flagrante pelo delegado Edson Costa (na ocasião lotado no 6.º Distrito e agora foragido da Justiça sob acusação de envolvimento com uma rede de pedofilia associada a extorsões). ?O que revolta é que este homem (Wilson) não ficou nem 24 horas preso. Antes do meu filho ser enterrado, ele já estava solto?, lamentou Elias Miguel.

Julgamento

O advogado de Elias, Cláudio Dalledone Júnior informou que Wilson já foi pronunciado pela Justiça e deverá, em breve, sentar no banco dos réus. ?Só que o juiz o pronunciou por homicídio simples. Mas o autor fez uma tocaia para vítima e premeditou o crime?, informou Dalledone.