Nesta quinta-feira, o TJPR, pela Primeira Câmara Criminal, julgou recurso do caso “Clemans Abujamra”, morta com 12 facadas, em abril de 2013, por sua irmã e sobrinho, no bairro Batel, em Curitiba. O crime, pela sua crueldade, modo de execução e fraude, teve repercussão nacional e nos Estados Unidos, onde morava a vítima.

Os acusados Christiane Abujamra, de 50 anos, e Arnold Vianna, de 24, irmã e sobrinho da vítima, continuarão presos e serão julgados pelo júri por homicídio qualificado por motivo cruel e fraude processual. O corpo foi colocado em uma mala e levado de táxi para um terreno baldio.

A defesa dos acusados, está a cargo do advogado Osman de Santa Cruz Arruda. Funciona como assistente da acusação a advogada Louise Mattar Assad do escritório Elias Mattar Assad.

O caso foi analisado pela Primeira Câmara Criminal do TJPR com relatoria do Magistrado Doutor Naor R. de Macedo Neto.

Arnold Vianna, de 24, e Christiane Abujamra, de 50 anos, sobrinho e irmã da vítima, continuarão presos.

O caso

Clemans saiu de casa em 26 de abril para ir até a casa de sua irmã. O corpo dela foi encontrado três dias depois, em um terreno baldio no Campina do Siqueira.

De acordo com a delegada Maritza Haisi, existem especulações de que a motivação seria financeira. “O mau relacionamento entre as duas seria motivado por possível herança do pai, que foi assassinado quando elas eram crianças”, completou Maritza. 

Segundo Maritza, duas provas importantes para o indiciamento dos suspeitos foram os depoimentos de dois taxistas. Um deles levou os dois com a mala, onde estaria o corpo de Clemans, até as proximidades do terreno baldio; e outro pegou-os naquela região, por volta das 5h30, para leva-los ao prédio de Cristiane.