Vítima estava com o zíper da
calça aberto e o sexo à mostra.

Um bárbaro assassinato ocorreu às 21h30 de terça-feira, no bairro Costeira, em Araucária. A vítima, identificada como José Carlos de Souza, 39 anos, recebeu 19 tiros nas costas e teve a cabeça esfacelada a pancadas. Além disso, apresentava ferimentos nos braços que podem ter sido ocasionados por tiros transfixantes. Como aconteceu e o motivo do homicídio ainda são um mistério para a polícia.

O corpo de José Carlos foi encontrado em um matagal, de bruços, descalço, com o zíper da calça aberto e com a genitália para fora. O local é bastante escuro e, na rua que corta os matagais, (Rua Alberto Lesniowski) não há iluminação pública. A via é de terra batida e sem saída. De onde estava o corpo, a casa mais próxima fica a aproximadamente 70 metros, num trajeto sinuoso. Os moradores da região não souberam dar informações aos policiais civis e militares que atenderam a ocorrência. Disseram apenas que ouviram muitos disparos e viram uma Kombi, cor branca, saindo do local.

Brutalidade

O autor ou autores do assassinato foram dominados pela raiva e não tiveram compaixão pela vítima. Além de baterem violentamente em José, a ponto de desfigurar o rosto, descarregaram suas armas bem próximo ao corpo, deixando as costas da vítima crivadas de balas. Para confirmar a morte, ainda chegaram a queimar um papel que serviu para iluminar rapidamente o local. Pelas características do cenário da execução foi levantada a hipótese de crime passional. Como os disparos foram ouvidos por moradores, fica evidente que a vítima foi executada ali mesmo. Outro sinal que aponta para crime passional é o fato de José Carlos estar com o órgão genital exposto e sem sapatos. Em seu dedo anular esquerdo havia uma aliança de casamento. A outra hipótese para o crime seria um acerto de contas, devido aos antecedentes criminais do morto, que era ex-presidiário.

Familiares da vítima estavam sendo esperados, no início da noite de ontem, na delegacia de Araucária, para prestar os primeiros esclarecimentos. A partir dessas informações, os investigadores apurarão o cotidiano da vítima e tentarão descobrir seus últimos passos. Pelo registro nos arquivos da polícia, José Carlos já cumpriu pena e saiu em liberdade em 5 de dezembro de 2002. Contra ele, existem ainda dois mandados de prisão. Porém, os mesmos arquivos não informaram por qual – ou quais – crime ele foi condenado.