Allan Costa Pinto
Mobilização é grande na sede da PF, para garantir a segurança.

O traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, chegou nesta terça-feira (1) a Curitiba para prestar depoimento na Justiça paranaense referente a um dos processos a que responde por tráfico de drogas e armas. Beira-Mar desembarcou por volta das 14h no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e foi escoltado por viaturas para a superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no bairro Santa Cândida. O traficante deve ficar na cidade até sábado (5).

Beira-Mar responde a processo na 2.ª Vara Federal Criminal referente às acusações de controle do tráfico de dentro da cadeia, trazidas à tona pela Polícia Federal na Operação Fênix, em novembro do ano passado. Na ocasião, a mulher do traficante, Jaqueline Alcântara Morais, foi presa no Rio de Janeiro com US$ 200 mil em dinheiro.

Jaqueline também prestará depoimento em Curitiba junto com outras 12 pessoas, além de Beira-Mar. Entre elas, está ainda o filho do traficante, Felipe Alexandre da Costa. E também José Juventino da Silva, de Guarulhos; Rodrigo Fernandes de Alencar, de Duque de Caxias; e Saulo de Oliveira, do Rio de Janeiro. Todos foram trazidos ontem à cidade para responder a este processo. Dos indiciados, seis estão recolhidos na sede da PF em Curitiba e o restante na penitenciária de Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba.

Processo

Nesta quarta-feira (2), o traficante será ouvido pelo juiz Sérgio Fernando Moro, da 2.ª Vara Criminal Federal. Quinta (3) e sexta (4), acompanha os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa. Um de seus advogados, Luiz Gustavo Bataglin, de Campo Grande, já havia mencionado que sua permanência durante as oitivas lhe é garantida pela Constituição. Quem acompanha Beira-Mar neste processo é o advogado Wellington Correia da Costa Junior, do Rio de Janeiro.

Essa é a primeira audiência resultante do processo que tramita na Justiça paranaense. As investigações da Polícia Federal que deflagraram a operação duraram um ano e meio e apontaram que, mesmo estando preso, Beira-Mar comandava uma rede de  tráfico internacional, lavagem  de dinheiro, tráfico de armas  e homicídios.

Esta é a 20.ª viagem de  Beira-Mar. No ano passado, a Federação Nacional de Policiais Federais calculou em R$ 45 mil  o custo de cada deslocamento  do traficante. Com a vinda a Curitiba, portanto, já foram gastos R$ 900 mil com  suas viagens.