Lucimar do Carmo
Valter, morto ao lado de seu carro, estava devendo para traficantes.

A dívida que Valter José de Moraes, 32 anos, tinha com traficantes de São José dos Pinhais, foi cobrada na noite de quinta-feira de um modo usual no mundo do crime -com a própria vida do devedor. Com um tiro na cabeça, Valter foi encontrado morto ao lado de sua Brasília, vermelha, placa ADA-1257, às 7h de ontem, no final da Rua Tavares de Lira, no bairro Rio Pequeno, em São José dos Pinhais. Foi o próprio autor do crime quem mandou o recado para a família de que Valter estava morto e indicou o local.

Moradores das proximidades contaram que às 22h30 de quinta-feira, a Brasília ocupada por três homens caiu em uma valeta na rua. O trio desembarcou e minutos depois, foi ouvido um estampido semelhante a um tiro. Como estava tarde e o local é ermo, nenhum morador se arriscou a sair de casa para oferecer ajuda aos ocupantes do carro e ver o que tinha acontecido. Após ouvir o disparo, uma moradora espiou pela janela e viu dois homens usando gorros, correndo. Mesmo assim, resolveu se recolher.

Recado

Na manhã de ontem, um homem foi até a casa de Valter, na Rua Marechal Hermes, bairro Afonso Pena, para levar um recado à família do rapaz. O "mensageiro" avisou que estava ali a mando de Leandro de Souza, para avisar os parentes que deveriam recolher o corpo do "chineludo", que estava no bairro Rio Pequeno. Depois de dar a notícia, o "mensageiro" sumiu.

O superintendente Altair Ferreira, da DP de São José dos Pinhais, informou que o rapaz era viciado em drogas e já tinha passagens por tráfico e estupro. "Estamos procurando este Leandro e ao mesmo tempo trabalhando para apurar se foi ele quem mandou o recado ou alguém usou o nome dele", salientou o policial.