Três quadrilhas ligadas ao tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foram desarticuladas em operação integrada do Ministério Público com as polícias Civil e Militar, em várias regiões do Paraná. Os grupos movimentavam cerca de 100 quilos de crack por mês e agiam principalmente em Curitiba, região metropolitana e no litoral. Estão presas 33 pessoas e 52 mandados de busca e apreensão foram cumpridos. Os policiais recolheram 15 quilos de pasta base de cocaína, 800 gramas dessa droga e dois quilos e 500 pedras de crack, além de 10 armas e mais de R$ 15 mil em dinheiro e cheques.

A Operação Maresia foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MP. “As investigações começaram há seis meses e muitos dados que levaram à desarticulação das quadrilhas vieram de informações passadas pela população ao Narcodenúncia (telefone 181)”, disse o tenente Fábio Barros, do Gaeco.

Fornecedores

De acordo com o tenente, os três grupos de traficantes têm em comum os mesmos fornecedores. “Prendemos desde os indivíduos que distribuíam as drogas em grande quantidade até aqueles que vendiam o produto ao consumidor”, contou. Entre os detidos estão três homens considerados grandes distribuidores: Valdecir Bijari e “Titião”, que estavam em Curitiba, e Adilson Fidelis, conhecido como “Gaivota”, preso em Matinhos.

Segundo a polícia, Adilson agia no litoral e era proprietário de dois mercados usados para lavagem de dinheiro. Os traficantes também usavam lojas de carro, distribuidora de bebidas e empreendimentos imobiliários para “esquentar” o dinheiro do tráfico. “Todos os estabelecimentos ligados ao esquema foram fechados”, garantiu o tenente.

Mandados

Durante a operação, foram cumpridos 30 dos 34 mandados de prisão expedidos pela Vara de Inquéritos Policial (VIP) de Curitiba e todos os 52 mandados de busca e apreensão. Outras três pessoas foram autuadas em flagrante por porte ilegal de arma. As prisões aconteceram na capital, região metropolitana, Matinhos, Paranaguá, Campo do Tenente e Rio Negro. Os presos foram levados para os Centros de Triagem I e II, em Curitiba e Piraquara.

Integração

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Luiz Rodrigo Larson Carstens, comentou a importância das operações em conjunto entre as polícias e o Ministério Público. “Assim como criminosos por vezes se associam para praticar crimes, as instituições públicas têm o dever de buscar a integração para defender a sociedade”, afirmou.