Tão logo Adriano Prestes dos Santos, 28 anos, estacionou seu carro na frente de um bar, na esquina das Ruas Fernando de Souza Costa e Ary Rolim Costa, no Fazendinha, ouviu a sentença “eu vim pra te matar” e levou três tiros.

Adriano agonizou até quase a chegada do Siate, e morreu sobre o volante do automóvel, por volta das 23h de terça-feira. A polícia investiga a relação desse crime com uma confusão ocorrida no Novo Mundo, pouco antes.

Adriano parou o Palio placa IKC-0223 do seu pai em frente ao bar e nem teve tempo de descer do veículo. Um homem encostou na janela, anunciou o crime e baleou Adriano.

Uma mulher relatou que estava com a família em um carro, ao lado do Palio de Adriano. Sem se identificar, ela contou que o assassino era passageiro de um veículo, ainda não identificado, que parou próximo a outra esquina.

O bandido, que usava um gorro preto, voltou para o carro do comparsa e subiu a Rua Fernando de Souza Costa. Ainda na esquina, ele deu um disparo para o alto. A versão foi confirmada por um rapaz, que conversava com amigos, na esquina onde estava parado o veículo do assassino. No local do crime, a perícia recolheu dois projéteis e uma cápsula de calibre 9 milímetros.

Premonição

O pai de Adriano revelou que o filho era usuário de drogas, tinha antecedentes criminais e que há tempos orientava o filho a largar o vício, antes que algo errado lhe acontecesse. O filho, porém, afirmava que nada iria lhe acontecer, pois não ficava devendo para ninguém.

Evangélico, o homem contou que, três dias antes, algumas pessoas de sua igreja tiveram uma “visão” e lhe disseram que ele receberia uma notícia ruim. “Eu só não achava que seria algo tão ruim assim.”

Atentado

O crime pode estar relacionado com o atentado registrado, duas horas antes, pela Polícia Militar, na Rua Coronel Herculano de Araújo, Novo Mundo. De acordo com informações da Delegacia de Homicídios, a Polícia Militar foi chamada para atender à ocorrência de disparo de arma de fogo e foi informada que o autor dos disparos seria um rapaz identificado como “Adriano”. A polícia acredita que ele tenha trocado tiros com os assassinos e foi perseguido até o Fazendinha.