Valdomiro, Luciano e Paulo
César confessaram o roubo.

Acusados de assaltar uma mulher, próximo ao viaduto da Rodoferroviária, no centro da cidade, Paulo César Tomás, 20 anos, Luciano Antônio Rodrigues, 18, e Valdomiro Pereira, mais conhecido como “Da Paz”, 21, foram presos por policiais militares da Rone – Ronda Ostensiva de Natureza Especial – e conduzidos à Delegacia de Furtos e Roubos onde foram autuados por roubo pelo delegado Alfredo Dib. Com o trio, a polícia apreendeu R$ 450,00.

Denúncia

O delegado disse que o comandante da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Nicolau, estava passando de carro pelo local na noite de sexta-feira, quando presenciou três homens assaltando uma mulher embaixo do viaduto. Imediatamente o coronel solicitou que uma viatura da Rone fosse até o local e realizasse patrulhamento. O comandante descreveu para os policiais como eram os assaltantes.

Minutos depois os PMs localizaram o trio, que recebeu voz de prisão. “Eles confessaram o roubo”, frisou o delegado. Ele disse que a vítima ainda não foi localizada. “Estamos procurando essa mulher para que ela possa reconhecer os presos”.

Versão

Em entrevista à imprensa, os presos negaram qualquer envolvimento no roubo e alegaram que são trabalhadores. Valdomiro é condenado a 18 anos de reclusão por tráfico e homicídio. Ele contou que cumpriu seis anos e foi transferido para a Colônia Penal Agrícola, em Piraquara, de onde fugiu há dois meses. Ele relatou ainda que matou o delegado de Guaianazes, interior de São Paulo, em 2000. “Foi vingança. Ele tinha me dado um tapa na cara quando fui preso. Um dia encontrei ele com a família em uma sorveteria e dei um tiro de doze na cabeça dele”, lembrou. Ele garante que não praticou nenhum roubo. “Sou artesão. O dinheiro que encontraram comigo é do meu trabalho”, justificou.

Paulo César, apesar da pouca idade, já tem passagem por furto e tráfico de drogas. “Me prenderam com uma pequena quantidade de droga e me enquadraram no tráfico. Sou viciado”, argumentou, alegando que também nada tem a ver com o roubo. “Não tem nem vítima”, alegou. Luciano não tem antecedentes, disse ser catador de papéis.