Três pessoas foram indiciadas por homicídio culposo do acidente com um brinquedo “kamikaze”, em Castro, região dos Campos Gerais, que acabou na morte de Bruno Ramon Pereira, 15 anos.

O acidente ocorreu no dia 22 de março, quando Bruno e mais 12 pessoas brincavam no aparelho e ele se partiu ao meio, durante a festa de 305 anos da cidade.

Segundo o delegado Eduardo Mady Barbosa, delegado de Castro, os irmãos e proprietários do “kamikaze” Claudinei Aparecido de Morer e Carlos Alberto Morer foram os primeiros a serem indiciados.

Claudinei construiu o brinquedo no fundo do quintal de sua casa. Além deles, foi indiciado Reinaldo Rodrigo dos Santos, conhecido como “Gordo”, que foi o responsável pela montagem do parque e contratação dos brinquedos.

De acordo com o delegado, os três foram negligentes, um dos fatores para o crime culposo, pois sabiam que o brinquedo precisava passar por uma vistoria e não o fizeram.

O delegado espera concluir o inquérito em 20 dias. Barbosa disse que falta ouvir algumas pessoas e o laudo da perícia do Instituto Médico-Legal (IML) para encerrar o processo e encaminhá-lo à Justiça. Ele não descartou a possibilidade de indiciar outras pessoas no inquérito.

Morte

Bruno morreu oito dias após o grave acidente, no Hospital Bom Jesus, de Ponta Grossa. Ele sofreu traumatismo craniano ao cair do brinquedo.