Foram apresentados nesta quinta-feira (14) os três bandidos que assaltaram a joalheria Big Ben do shopping Total, em Curitiba, na tarde dessa quarta-feira (13). São eles Israel Abner Sespede, de 20 anos, Marcelo Amaro da Silva, de 27, e Matheus de Oliveira Carneiro, de 19. Todos já têm passagens pela polícia.

O trio invadiu o shopping Total, no bairro Portão, em Curitiba, e agiu com bastante tranquilidade durante o crime. Tanto que os frequentadores do centro comercial que passavam pela frente da loja e as pessoas que olhavam a vitrine não perceberam o roubo. Nas imagens das câmeras de segurança, os suspeitos aparecem entrando e saindo do local, depois do assalto, tranquilamente.

Eles renderam primeiro o segurança da joalheria e, em seguida, os funcionários e clientes. Entre os itens subtraídos estavam 25 relógios – sendo 13 da marca Bulova, nove da marca Puma e três da marca Citizen, R$ 286 em dinheiro e a gargantilha de ouro de uma das vendedoras. Todo o produto do roubo foi colocado em sacolas.

“Em princípio não há indício de ramificações desse grupo. Só o que está comprovado é a ligação entre eles”, explica o delegado Fernando Zanoni, do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Os três foram presos em flagrante pela Polícia Militar e a investigação está a cargo da Polícia Civil.

Israel, Marcelo e Matheus eram conhecidos da polícia. Foto Átila Alberti.

Azarados

Apesar de serem discretos, os assaltantes foram denunciados durante o roubo e uma equipe das Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), que estava nas imediações do shopping, chegou rapidamente ao local. Eles foram autuados na porta da loja, quando deixavam o estabelecimento. Agora a Polícia Civil trabalha para localizar um quarto suspeito que daria fuga ao grupo e também para descobrir quem receberia os objetos roubados.

Ágeis

Silva e Oliveira participaram de outro assalto nesta semana, na joalheria Dicte, do shopping Jardim das Américas, também em Curitiba. Um terceiro bandido que teria agido com eles nessa abordagem ainda não foi identificado.

Passado sujo

O histórico familiar de Sespede inclui vários episódios de violência. Ele já cumpriu pena por roubo e cometeu outro crime quando deixou a prisão mediante uso de tornozeleira eletrônica. Esfaqueado cerca de 10 vezes por um primo por um desacerto, Sespede se recuperou e assassinou o parente. “Ele me ameaçou e eu agi no calor da emoção”, admite. Preso novamente depois do homicídio, ele estava foragido da Delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No assalto dessa quarta, ele estava armado com um revólver calibre 38.

Silva, por sua vez, tem passagem por roubo e receptação. Ele também seria o autor do disparo que feriu o soldado Luiz Evaldo Favetti, da PM, em setembro de 2014, durante uma perseguição policial. Favetti foi socorrido, mas o projetil ficou alojado. No roubo de ontem, ele estava armado com um revólver calibre 32.

Oliveira também tem passagem por roubo.

No assalto dessa quarta, Sespede estava armado com um revólver calibre 38. Foto: Átila Alberti.