A fuga de Willian Luiz Corrêa, 25 anos, conhecido como “Tiquinho”, acabou no terreno de um morador da Rua Vilma Cesarini Stingler, próximo da Rua Cid Campelo, Vila Nova Barigüi, na Cidade Industrial.

Ele foi morto com vários tiros, por volta de 10h30 de ontem. Os assassinos fugiram a pé, possivelmente pelas margens do Rio Barigüi, freqüentadas por usuários e traficantes de drogas.

O metalúrgico Cleverson Luiz Carneiro Guimarães contou que ouviu três tiros e, em seguida, assustou-se com o rapaz sangrando, querendo esconder-se na sua casa. “Eu fechei a porta e mandei que ele saísse. Em seguida ouvimos mais quatro tiros e o barulho dos assassinos fugindo”, contou.

Muro

“Tiquinho”, que saiu da casa e tentou fugir pelos fundos da residência, não conseguiu pular o muro e foi assassinado a duas casas do terreno. “Na casa dos fundos estava apenas o meu sobrinho de 11 anos. Fiquei com muito medo que eles entrassem lá e fizessem mal para ele”, contou o metalúrgico, ainda assustado com a movimentação em sua casa.

De acordo com o soldado Gilson, do 13.º Batalhão de Polícia Militar, testemunhas contaram que viram a perseguição na rua e, depois dos tiros, três homens correndo na direção do Rio Barigüi.

Pouco antes do corpo ser recolhido pelo Instituto Médico-Legal, familiares de “Tiquinho” chegaram ao local. “Nosso pai sempre lutou para ajudá-lo a sair das drogas, mas ele era usuário há bastante tempo”, contou a irmã. “Tiquinho” era solteiro e morava no Sabará.