Em plena hora do almoço, Juliano da Cruz, 22 anos, foi assassinado com quatro tiros no bairro Sítio Cercado. O crime aconteceu na Rua Mandirituba, próximo à Rua Izaac Ferreira da Cruz.

Um tio da vítima, que reconheceu o rapaz no local do crime, contou à polícia que o sobrinho era usuário de drogas e morava no Xapinhal. Segundo o soldado Muniz, do 13.º Batalhão da Polícia Militar, Juliano foi morto por volta de 12h30. Há informações de que já estivera preso por assalto.

A moradora de uma residência situada em frente à cena do crime revelou que almoçava com a família, quando escutou alguém gritando “Para! Para!” e o barulho de cinco disparos de arma de fogo.

Em seguida, ela e os parentes se esconderam num cômodo mais afastado da entrada da residência. “Moro aqui há 30 anos e esta é a primeira vez que acontece um assassinato aqui na rua”, contou a mulher, que prefere não se identificar.

Testemunhas contaram aos policiais que dois rapazes armados se aproximaram da vítima e atiraram. Em seguida, fugiram a pé. A perita Jussara Joeckel, do Instituto de Criminalística, constatou que Juliano foi morto com pelo menos quatro tiros, que acertaram a cabeça, as costas, a barriga e o braço do rapaz.

O tiro que acertou as costas, segundo Jussara, transfixiou e saiu no peito da vítima. Da cabeça de Juliano, a perita recolheu um projétil de calibre 38. “Os tiros foram disparados de duas armas diferentes. Além do 38, foi utilizado um revólver ou pistola calibre 32. É possível que ele tenha sido atingido com outro tiro na cabeça”, disse ela, cuja confirmação seria feita pelo Instituto Médico-Legal.

Juliano não carregava documentos. Em seus bolsos, Jussara encontrou apenas um isqueiro e uma “bombinha” de Aerogoldo, medicamento usado por quem sofre de asma.

“Como se trata de uma região bastante povoada, com certeza várias pessoas testemunharam o assassinato”, acredita a perita. O crime será investigado pela Delegacia de Homicídios.