João de Noronha
Araújo, assassinado
em suposto assalto.

Ao ouvir um único estampido, a comerciante Delésia Maria Scapin ainda tentou socorrer o vendedor de roupas Denivaldo Gonzaga de Araújo, 45 anos, na tarde de ontem, por volta das 13h. O homem morreu com um tiro no peito, na entrada da loja dela, antes da chegada dos socorristas do Siate. Ele estava entregando uma encomenda, como fazia quinzenalmente, há mais de três anos, na Rua Jimi Hendrix, Sabará, quando teria sido vítima de um assalto.

Após ter acertado um novo pedido, o comerciante recebeu o pagamento de Delésia, no valor de R$ 90,00, e seguiu em direção ao carro, o Palio Weekend, placa AHT-3274, estacionado em frente ao estabelecimento. Do pátio da loja, a mulher ouviu o tiro e logo depois gritos de Araújo no portão, pedindo socorro. "Fui até lá e sentei com ele na calçada. Saí gritando por ajuda, mas era tarde demais", contou Delésia, afirmando não ter visto quem cometeu o crime.

Segundo Nerosvaldo Silva Ramos, 49 anos, que trabalhava com a vítima há mais de oito anos, Araújo carregava no bolso um cheque no valor de R$1.000,00, além do pagamento que recebeu de Delésia. "Fui fazer uma entrega nas proximidades enquanto ele fechava um pedido. Estava em outra loja quando me contaram o que havia acontecido. Nunca fomos assaltados, mas aqui eu não volto mais", comentou Ramos.

Em princípio, o crime será investigado pela Delegacia de Homicídios. Caso seja constatado que o vendedor foi vítima de latrocínio (roubo com morte) as investigações serão passadas à Delegacia de Furtos e Roubos. Denivaldo era casado, tinha dois filhos e morava no Cajuru.