A vereadora de Ponta Grossa Professora Ana Maria de Holleben (PT) foi presa em flagrante na tarde de ontem suspeita de ter forjado o próprio sequestro. Ela estava desaparecida desde terça-feira, depois de ter participado da cerimônia de posse. O motivo do sumiço, segundo a polícia, era faltar à eleição que definiria o novo presidente da Câmara do município.

Segundo o delegado Luiz Alberto Cartaxo, que integra o Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre), a vereadora e mais quatro pessoas planejaram a fraude e todos serão denunciados por falsidade processual, falsa comunicação de crime e formação de quadrilha. Só uma pessoa ainda está foragida.

O delegado disse que o motivo da fraude foi político. “Ela não queria seguir as indicações do partido, por isso, com assessores, inventou toda essa história que teve repercussão muito maior do que ela mesma imaginava”, explicou o delegado. Ana Maria é prima do ex-prefeito e atual deputado estadual Péricles de Mello e foi eleita para o terceiro mandado.

Por conta da ausência da vereadora, a votação da Mesa Executiva foi suspensa. “A impressão que se tem, é que ela queria que fosse algo rápido. Após a votação ela reapareceria”, disse Cartaxo. Porém, o plano deu errado, porque os vereadores se negaram a votar sem Ana Maria.

Atordoada

Na tarde de ontem, Ana Maria apareceu na Santa Casa de Misericórdia, segundo a polícia, aparentemente atordoada. Depois de atendida foi transferida para o Hospital Regional da cidade. Praticamente no mesmo horário, o assessor Idalécio Gouveia era preso pela polícia.

O delegado Cartaxo disse que dois policiais fazem a guarda da vereadora no hospital, já que ela está sedada. Assim que for liberada deve prestar depoimento e ser indiciada. As investigações vão continuar pela 13.º Subdivisão Policial. Não foi descartado que outros vereadores soubessem da fraude.