Celebrações de fim de ano foram afetadas pela Covid-19 e também se tornaram as responsáveis por espalhar o vírus da doença entre familiares.

Houve família com infectados pouco antes do Natal que se viu obrigada a cancelar a celebração. Ou, ainda, quem descobriu a infecção após as reuniões familiares e teve que rever os planos para o Ano-Novo. E teve também o caso de quem festejou o Réveillon e, passada a festa, começou a sentir os primeiros sintomas de infecção.

De acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo, o número de testes positivos de farmácia saltou de 524 no dia 1º de dezembro, quando 10 mil exames foram feitos, para 5.334 em 29 de dezembro, quando houve 31.332 exames —o equivalente a 5% e 17% do total, respectivamente.

“Achei que fosse passar ilesa, mas está muito forte, muitas pessoas estão pegando”, diz a dona de casa Cláudia Mortari Schmidt, 58. Ela, que vive em Curitiba, foi comer pizza na casa de uma parente após o Natal. No dia seguinte, recebeu a notícia de que uma das pessoas presentes foi diagnosticada com Covid-19.

Schmidt já estava com um certo cansaço, mas atribuiu ao fato de que seus netos estavam hospedados em sua casa. Quando soube da notícia, foi fazer o teste e descobriu, no dia 31 de dezembro, que também estava com a Covid-19 —além dela, duas noras e um filho também testaram positivo para o vírus.

“Quando cheguei à farmácia, notei que tinha fila para fazer agendamento”, diz ela. Apesar do susto, Schmidt e os familiares se recuperam bem, com sintomas leves, como febre e nariz entupido.

Ela evita sair de casa desde o início da pandemia e não tinha planejado ir a nenhuma grande festa na virada do ano. Inicialmente, passaria o Ano-Novo na casa do filho, porém, após o resultado positivo para a Covid-19, os planos mudaram.

Com as duas doses da vacina, a matriarca da família afirma que se recupera bem do vírus e acredita que o quadro leve esteja relacionado ao imunizante. Agora, aguarda o fim do isolamento e completa recuperação para receber a dose de reforço.

A publicitária Gabriela Rodrigues, 31, também teve que rever os planos de fim de ano. Ela e sua namorada tinham planejado a primeira viagem em casal para fora de São Paulo, mas as duas foram infectadas pela Covid-19 pouco antes de embarcar para Salvador para duas semanas de descanso.

Na véspera do resultado positivo para a Covid-19, foi o aniversário da sua namorada e elas fizeram um encontro com outras dez pessoas no Parque Augusta, na capital paulista. Com o resultado em mãos, elas tiveram que avisar os presentes.

“Foi um episódio complicado, é muito chato mandar mensagem para quem você tem contato. Nos sentimos muito culpadas porque sabemos da importância do Natal para muitas pessoas”, diz ela. “Mas, contamos para todos.”

No fim, Rodrigues, sua namorada e a sogra testaram positivo para a Covid-19. As três passaram os dez dias de isolamento juntas e a ceia de Natal foi só entre elas. “Ficamos muito chateadas. Nos conhecemos na pandemia e nos isolamos muito. Quando a gente encontrava outras pessoas, ficávamos 20 dias sem nos ver. No único momento que a gente ia viajar, aconteceu isso”, diz.

Agora, elas tentam controlar a expectativa ainda sem nova data para a tão esperada viagem. “Vai vir quando tiver que vir”, afirma Rodrigues.

Soteropolitana, a veterinária Tatiana Albuquerque, 52, viveu um caso semelhante em sua casa. A filha que vive em São Paulo e foi visitar a família para as festas chegou à cidade natal com sintomas. Fez um teste logo após o desembarque e estava com a Covid-19.

Albuquerque cancelou a ceia em família e ficou cuidando da filha na casa de praia sozinha. “Fiquei o tempo todo com ela, não larguei”, afirma ela, que usava máscara e álcool gel o dia inteiro e não foi infectada. Apesar de ter passado o Natal enclausurada com a filha, ela relata que ficou aliviada por ter cuidado de perto da jovem.

“Consegui acompanhar ela de perto, meu vizinho é infectologista e conseguiu consultá-la. Proporcionamos uma alimentação boa e ela teve recuperação ótima”, afirma a mãe.

O médico Renato Kfouri, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), afirma que notou a alta de casos de Covid-19 em dezembro. Ele calcula que em novembro diagnosticou 12 pacientes com o vírus. Nas últimas semanas do ano, ele passou a diagnosticar 12 pacientes com Covid-19 diariamente.

“Muita gente está com Covid-19. Isso é evidente, mas são casos leves, eu não tive hospitalização ainda”, diz Kfouri, que também foi infectado dentro de casa no fim do ano e agora está prestes a completar o período de isolamento social.

O médico afirma que quem teve contato com pessoas com Covid-19 e segue assintomático deve fazer teste entre 5 a 7 dias após o último contato. Para quem é sintomático, não é necessário aguardar e já pode realizar o teste.

No Brasil, infectados pelo vírus devem ficar dez dias isolados e, depois deste período, podem realizar novamente o teste rápido. “Não é necessário refazer. Mas, para saber se o indivíduo ainda está transmitindo, o teste de antígeno é muito bom. O PCR, por ser um teste muito sensível, pode dar positivo por semanas, mas a pessoa não está transmitindo mais o vírus”, explica Kfouri.

Para ele, o principal causador das altas de casos de Covid-19 é a variante ômicron. “Se estivéssemos em outra época, não sei se seria muito diferente. As aglomerações podem ajudar a evitar a alta nos casos, mas estávamos fazendo coisas muito parecidas em novembro inteiro e o número de infectados não subia”, diz o médico.

Mesmo assim, ele alerta que o momento pede cautela. Por isso, com a alta de casos de Covid-19, grandes eventos e aglomerações devem ser evitados para diminuir o agravamento do cenário atual.

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