Nesta época do ano, uma série de doenças “chatinhas” aparecem para nos tirar a paz e sossego no Verão. Uma cartilha lançada pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) vale para todo o Brasil, pois tem dicas importantes para evitar a contaminação e disseminação de algumas desses problemas.

Segundo o presidente do Cremerj, Walter Palis, o objetivo é alertar a população sobre doenças típicas da estação mais quente do ano, que podem ser evitadas com ações simples. No verão, algumas doenças acabam incidindo de forma mais elevada. E algumas podem ser evitadas de maneira bem simples. “A cartilha tem essa finalidade. Com informação simples, interativa e clara, indica práticas que a população pode adotar para minimizar o risco de ter essas doenças.”

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O médico lembrou que o Brasil ainda está vivenciando a pandemia de covid-19 e destacou que, se ocorrerem agora doenças mais comuns, que podem ser evitadas com algumas práticas, a cartilha orientará a população e ajudará o sistema de saúde a ficar mais desimpedido para atuar naquilo que é o mais importante no momento.

A cartilha, que reproduziremos a seguir, traz orientações sobre cuidados para evitar doenças típicas do verão, como insolação, intoxicação alimentar, reações alérgicas, conjuntivite e otite. Alerta também para o combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, chikungunya e zika, falando de práticas importantes para diminuir a presença do inseto, sem esquecer a importância dos cuidados contra a gripe que, apesar de incomum no verão, tem acometido muitas pessoas, devido à facilidade de transmissão.

Nada de dengue, chikungunya e zika!

A luta contra o mosquito Aedes aegypti continua, por isso evite água parada. Use repelentes (atentando para o período indicado de reaplicação, principalmente em crianças e gestantes).

Lembre-se: o Zika vírus é um dos responsáveis por causar má formação ao feto, como a microcefalia.

Sintomas: febre, dores musculares, dores ao movimentar os olhos, mal-estar, falta de apetite, dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

Desidratação, que nada!

Beber água é sempre importante, mas, durante o verão, essa prática deve ser reforçada. A ingestão de outros tipos de líquido, como sucos, também é bem-vinda. Aumente a atenção com crianças e idosos. Se estiver em ambientes de praia ou de piscina, banhar-se também auxilia na hidratação.

Lembre-se: para os bebês, a oferta do leite materno deve ser intensificada nos dias mais quentes. Este alimento é completo e garante a hidratação da criança.

Sintomas: vômito, diarreia, sudorese excessiva, queimaduras e insuficiência renal. Casos mais graves podem causar sensação de confusão ou de tontura.

Fora, micoses e reações alérgicas!

As micoses são causadas por diversos fungos, que podem atingir pele, cabelos e unhas, são mais comuns no calor, por conta da maior incidência a ambientes como praia e piscina e do suor. As mais comuns são a pitiríase versicolor (pano branco), frieiras e reações alérgicas. Também tem as brotoejas. Para se proteger, é
importante enxugar bem a pele e mantê-la limpa.

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Sintomas: descamação no couro cabeludo, unhas amareladas ou com deformações, manchas brancas pelo corpo que causem irritações, feridas entre os dedos dos pés, coceiras no pescoço.

Insolação, sai pra lá!

Causada por situações de exposição prolongada ao sol e ao calor. Acontece em ambientes muito quentes ou em situações que causem aumento rápido da temperatura corporal. Para evitar, é importante estar hidratado, vestir roupas leves e
usar protetor solar. Crianças e idosos estão mais favoráveis ao quadro. Portanto, o horário recomendado para os pequeninos, mesmo que eles estejam devidamente protegidos, é até as 10h ou a partir das 16h.

Lembre-se: a exposição excessiva ao sol é um dos fatores de risco para desenvolver doenças na pele como alguns tipos
de câncer.

Sintomas: dores de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso rápido, temperatura elevada, distúrbios visuais, confusão mental, fraqueza muscular e palidez.

Sem intoxicação alimentar!

Também conhecida como gastroenterocolite aguda. Temperaturas elevadas podem comprometer a conservação de alimentos, além de favorecer a proliferação de micro-organismos nocivos à saúde, como bactérias (salmonela e estafilococos) e vírus (rotavírus), causando a intoxicação. Além dos alimentos, o consumo de água imprópria é outro fator de contaminação. Para se prevenir, prefira comer alimentos que possam ficar expostos ao calor e os higienize adequadamente.

Sintomas: náuseas, vômitos, diarreia, febre, dor abdominal, cólicas, mal-estar, desidratação, perda de peso e queda da pressão arterial.

Insolação, sai pra lá!

Causada por situações de exposição prolongada ao sol e ao calor. Acontece em ambientes muito quentes ou em situações que causem aumento rápido da temperatura corporal. Para evitar, é importante estar hidratado, vestir roupas leves e
usar protetor solar. Crianças e idosos estão mais favoráveis ao quadro. Portanto, o horário recomendado para os pequeninos, mesmo que eles estejam devidamente protegidos, é até as 10h ou a partir das 16h.

Lembre-se: a exposição excessiva ao sol é um dos fatores de risco para desenvolver doenças na pele como alguns tipos de câncer.

Sintomas: dores de cabeça, tontura, náusea, pele quente e seca, pulso rápido, temperatura elevada, distúrbios visuais, confusão mental, fraqueza muscular e palidez.

Conjuntivite em mim não!

É uma doença inflamatória de fácil transmissão. Atinge a membrana que recobre os olhos (conjuntiva), causa grande incômodo e exige tratamento imediato. Pode ser alérgica, viral, bacteriana ou por irritação química. Somente as infecciosas (virais e bacterianas) são contagiosas e as virais são mais comuns no verão.

Sintomas: olhos vermelhos, secreção, lacrimejamento, pálpebras inchadas e sensação de areia nos olhos. Para evitar, é importante lavar frequentemente as mãos e o rosto; não compartilhar toalhas de rosto; trocar diariamente roupas de cama.

Tchau, otite!

A otite externa, ou otite dos nadadores ou de verão, é uma infecção que fica no canal que liga nossa orelha ao tímpano. Costuma ser causada por bactérias e fungos e o motivo mais comum é o contato com a água. Também pode surgir de lesões causadas pelo uso inadequado de cotonetes.

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Sintomas: dor, secreção e perda auditiva se o canal estiver inchado ou fechado. Para evitar, use protetores de silicone especializados para ouvido em praia ou piscina; enxugue o canal do ouvido com a ponta de uma toalha macia e sem esfregar; dispense o uso de hastes flexíveis no ouvido.

Vai pra lá, gripe!

Vários estados do Brasil enfrentam, excepcionalmente, neste verão um surto de gripe! No geral, essa doença é mais comum nas estações mais frias do ano, como outono e inverno. Portanto, evite ambientes fechados; não compartilhe talheres; beba bastante água; e o mais importante: tome a vacina contra Influenza no posto de saúde mais próximo de casa.

Sintomas: febre, coriza, tosse, espirros e dores de cabeça e no corpo.

Juntos contra a Covid-19!

A chegada da variante ômicron e o aumento do número de casos no estado do Rio de Janeiro devem ser vistos com atenção. É fundamental redobrar os cuidados não farmacológicos, como usar máscaras; higienizar adequadamente as mãos; evitar aglomerações; e a principal: estar em dia com a vacinação contra a Covid-19! Uma das novidades é imunização das crianças de 5 a 11 anos, conforme homologação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Sintomas: febre, tosse, cansaço, dor de garganta, perda de paladar ou olfato, dificuldade para respirar ou falta de ar.

Importante!

Se mesmo tomando os cuidados, sentir algum sintoma, procure um atendimento médico! Somente durante uma consulta, o médico poderá fazer um diagnóstico, pedindo, se necessário, exames complementares, além de indicar o
tratamento adequado para cada caso.

Não se automedique! A automedicação pode causar sérios prejuízos à saúde. Use corretamente a medicação recomendada pelo médico, após uma consulta.