A volta dos encontros e a suspensão do uso de máscaras se somam à queda das temperaturas, levando a um aumento da procura por atendimento a crianças com sintomas respiratórios.

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Este público é o mais atingido pelas infecções agudas aéreas, por ser mais vulnerável do ponto de vista imunológico. A tendência é que esse movimento, que impacta tanto o atendimento público quanto privado, aumente ainda mais, ao nos aproximarmos do inverno.

As infecções podem ser das vias aéreas superiores (nariz, garganta, ouvidos e seios da face) ou inferiores (brônquios e pulmão – pneumonia e bronquiolite viral). São sintomas secreção e obstrução nasal, tosse, chiado no peito, dor de garganta e de cabeça, alterações do paladar e olfato e pode ou não ter febre associada. Vômito e diarreia também podem ocorrer.

Porém, nem todo quadro de sintomas exige que se leve a criança a unidades de atendimento, o que apenas sobrecarrega o sistema. Veja em quais casos deve se levar a criança a um atendimento emergencial e quando se deve aguardar em casa com acompanhamento remoto, segundo dados das secretarias municipais e estaduais de saúde de Curitiba e do Paraná:

Aguarde em casa, com acompanhamento remoto*

Em casos de sintomas respiratórios leves como coriza (nariz escorrendo), congestão nasal (nariz trancado), dor de garganta, tosse, perda de olfato e paladar, febre baixa (igual ou acima de 37,8 graus) com menos de 24 horas, dores de cabeça e no corpo.

Busque ajuda

Em casos de sintomas respiratórios moderados, que são febre (igual ou acima de 37,8 graus) por mais de 24 horas, febre que não melhora com uso de antitérmicos (paracetamol ou dipirona), vômitos que não melhoram com medicação, fraqueza, sensação de falta de ar, respiração acelerada, dificuldade para respirar, mas consegue falar e/ou comer/mamar (no caso de bebês), chiado no peito e pontas dos dedos arroxeadas.

Vá com urgência!

Quando há sintomas respiratórios graves é importante seguir imediatamente para serviços de urgência e emergência. Veja quais são:

– Lábios arroxeados;
– Gemidos;
– Dificuldade para falar devido à falta de ar;
– Dificuldade para comer e ingerir líquidos devido à falta de ar;
– Criança que não consegue mamar devido à falta de ar;
– Dificuldade para ficar acordado;
– Confusão mental;
– Febre muito alta (igual ou acima de 39 ºC);
– Manchas vermelhas/ roxas no corpo,
– Lábios e/ou olhos inchados.

Números de atendimentos acima do esperado

Segundo nota técnica da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, este ano tem-se observado mais ocorrências desses casos do que o esperado. “Além dos vírus já conhecidos há muitos anos, ainda enfrentamos a pandemia da Covid-19, e também tivemos aumento dos casos de Influenza, antes do período que normalmente ocorrem”, diz a nota.

Sintomas de infecção: tome esses cuidados

Se alguém da família estiver com os sintomas citados, o ideal é tomar cuidados para evitar que o vírus se propague:

– Faça distanciamento social de outras pessoas e evitar aglomerações;
– Mantenha ambientes bem ventilados, com janelas e portas abertas;
– Fique sempre com as mãos limpas, lavando-as ou com álcool em gel 70%;
– Cubra nariz e boca com lenço ao tossir ou espirrar, jogar o lenço fora e limpe as mãos;
– Não toque olhos, nariz e boca com as mãos. Se tocar, higienize as mãos;
– Evite abraços, beijos e apertos de mãos;
– Limpe sempre os brinquedos das crianças;
– Não compartilhe talheres, toalhas, pratos, copos e garrafinhas;
– Use máscara se estiver com sintomas gripais;
– Com os sintomas mencionados, a criança não deve ir à escola até melhorar,

Se a criança estiver na escola e apresentar início dos sintomas deve ser gentilmente levada a uma sala reservada para aguardar a chegada dos pais ou responsável.

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