É uma preocupação para muitos pais: como saber qual a escola ideal para os filhos e o que levar em conta ao fazer essa busca. Mais do que um local para ensinar os conteúdos pedagógicos, a escola faz parte da rotina das crianças e adolescentes, é um local em que eles passam inúmeras horas e um dos principais espaços de convivência e de desenvolvimento de habilidades sociais.

LEIA TAMBÉM:

> Curitiba abre cadastramento escolar para novos alunos no pré e 1º ano do Ensino Fundamental

> Fidget toys e Pop It: brinquedos pra aliviar o estresse são a nova febre entre crianças e adultos

A psicopedagoga Marianna Canova, mestre em educação, diretora de escola e mãe, explica que culturalmente os pais costumam levar em conta três coisas: localização, indicação e estrutura física da escola. Ela alerta, porém, que é fundamental, também, investigar o processo pedagógico da instituição. “É para fazer a congruência com o formato de aprendizagem da criança, porque eu já vi muitas situações em que ela tem um potencial muito bom, mas não é aproveitado”, revela.

Metodologias

A forma de ensinar as crianças é o que se chama de metodologia. Tradicional, construtivista, sociointeracionista, Montessoriana são apenas alguns dos exemplos. Marianna esclarece que não há uma mais certa ou apropriada que a outra, mas que a escolha pode dificultar ou facilitar o processo de aprendizagem conforme o perfil da criança. Buscar informações acerca de cada uma delas pode ajudar nessa decisão.

Conhecer verdadeiramente o filho

Patrícia Pedra, também psicopedagoga, concorda que a escolha da metodologia é o primeiro passo e para isso indica que os pais conheçam os filhos e entendam o perfil da criança, mas aconselha que é preciso deixar um pouco de lado as expectativas e a própria visão.

LEIA AINDA – Shopping de Curitiba tem o maior castelo inflável da América Latina disponível pros curitibinhas

“Tem que ter um olhar honesto sobre o filho que tem. Às vezes os pais procuram colégios bilíngues ou integrais pela facilidade de passar coisas para o filho e de repente nem é disso que ele precisa”, esclarece.

crianças na sala de aula
É olhar honestamente para o filho, atentando-se para o que ele precisa naquela fase da vida, e não só para o que você almeja. Foto: Freepik/Tirachard

Visita com hora marcada X livre acesso

Definidos os métodos que mais se adequam ao perfil da criança, conhecer o espaço físico é muito importante, na opinião de Marianna. “A parede é a pele da escola”, diz. Isso porque é uma forma de mostrar como o aluno é visto dentro da instituição. Paredes mais coloridas, por exemplo, em que são expostos os trabalhos feitos pelos alunos, demonstram que há um movimento de participação maior das crianças.

VIU ESSA? Celular para criança? Dicas ajudam a saber o momento certo de dar um para seu filho

Agendar a visita é a forma mais adequada de possibilitar que a equipe esteja à disposição dos pais para apresentar o espaço e esclarecer as dúvidas, mas o livre acesso dos pais ao longo do ano letivo também deve ser garantido. “A visita guiada oportuniza um conhecimento maior do processo pedagógico, mas a permissão de livre acesso é significativa porque você vê a realidade, choro bagunça”, reforça.

Equipe pedagógica

A especialista diz, ainda, que saber como é feita a formação dos professores é fundamental porque a partir disso é possível perceber como é o envolvimento da instituição com o processo de aprendizagem. “Se a escola tem semana pedagógica uma vez por ano, desconfie”, alerta. E completa: “Professor precisa pensar, escutar e olhar para a criança com responsabilidade e significado”.

LEIA MAIS – Uso das redes sociais pelos filhos exige cuidados. Polêmica cresce com a criação de um Instagram pra crianças

Patrícia concorda. “Tem que ter uma equipe de bons psicopedagogos e psicólogos, que saibam ler um laudo de forma correta e orientar os professores, caso surja alguma necessidade mais específica”, indica. Ela também lembra a importância de conseguir acompanhar os alunos e ajudá-los a lidar com conflitos e frustrações.

Rotina e perfil da família

A distância entre a casa e a escola também pode ser um fator importante quando o deslocamento interferir demais no dia a dia de todos. Só não pode, conforme Mariana ressalta, ser o fator decisivo. Assim como a escolha do turno, se no período da manhã, da tarde ou integral, precisa fazer sentido. “Se for para ficar em casa vendo televisão a manhã inteira, é muito melhor que vá para a escola”, orienta a psicopedagoga.

Muita coisa mudou

Foi depois de muita pesquisa e duas visitas que a professora Renata Duarte escolheu a escola dos filhos de 10 e 8 anos em João Pessoa, depois que a família foi de mudança para a cidade. “Eu já comecei a ver pela internet, fiz entrevistas online com as coordenadoras e fui procurar o material, que livro utiliza, horário de entrada e saída, se as crianças podem brincar”, conta.

LEIA TAMBÉM – “Videozinho” no celular? 5 dicas para ajudar as crianças a não serem reféns das telas

A professora revela que se deu conta de que hoje em dia a escola é muito diferente de quando ela era criança e que essa percepção é essencial para os pais. “O papel da escola mudou. Não é só a educação formal. Precisa de uma vivência mais integral, não vendo a criança apenas como estudante”, destaca. Marianna concorda. “Escola não prepara para vida, é a vida. É onde a criança desenvolve habilidades necessárias para a vida real e permite o desenvolvimento de um ser humano completo”, conclui.

Web Stories

Descubra!

Intrigantes e bizarras! Mais cinco histórias curiosas sobre Curitiba

Você sabia?

Cinco curiosidades sobre Curitiba que nem o curitibano raiz sabe!

Novidade!

Loja da Xiaomi em Curitiba: conheça cinco produtos inusitados

Pra curtir!

Novas atrações turísticas de Curitiba! Partiu conhecer?